Ahmad Masood/Reuters
Ahmad Masood/Reuters

Ataque contra Conselho Britânico no Afeganistão mata 9

Atentado ocorre no dia em que se comemora a independência do Afeganistão do Reino Unido

REUTERS e Agência Estado

19 de agosto de 2011 | 07h34

CABUL - Um soldado de uma força de segurança estrangeira e oito policiais afegãos morreram nesta sexta-feira, 19, em um ataque do Taliban contra o Conselho Britânico na capital do Afeganistão, Cabul, disseram investigadores.

Mohammar Zahir, chefe de investigações criminais da polícia de Cabul, disse à Reuters que não conseguiu confirmar a nacionalidade do soldado estrangeiro.

Três grandes explosões abalaram o Conselho Britânico nesta sexta, feriado que marca a independência do Afeganistão do Reino Unido, ocorrida em 1919.

 

Houve um intervalo de dez minutos a cada explosão, a primeira delas deu-se às 5h45, no horário local, cerca de 22h45, de quinta-feira, no horário de Brasília. Uma terceira explosão foi ouvida mais tarde, mas ainda não há mais informações. A

 

Os ataques suicidas foram reivindicados pelo Taleban, e uma testemunha relatou que tiros de artilharia pesada foram ouvidos dentro do complexo.

 

O Conselho Britânico é uma organização oficial, parcialmente financiado por Londres, que promove as relações culturais em escritórios ao redor do mundo.

 

"Tivemos explosões no Conselho Britânico, mas neste momento, estamos ainda juntando os fatos", disse o major Jason Waggoner, um porta-voz da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf, na sigla em inglês), liderada pela Otan. Após as explosões, dois veículos blindados da Isaf chegaram ao local das explosões, quando os tiros se intensificaram.

 

Waggoner acrescentou que o embaixador do Reino Unido havia entrado em contato com as autoridades afegãs em busca de mais informações sobre os atentados.

 

A polícia do Afeganistão informou que pelo menos dois homens-bomba estavam presentes no local das explosões. O Reino Unido é o país com o segundo maior efetivo no Afeganistão, cerca de 9.500 soldados, que operam, principalmente, no sul do país.

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