Ataque de Israel a frota humanitária foi mal planejado, diz relatório

Documento de investigação sobre ação militar não culpa soldados e cita 'erro de inteligência'

Associated Press

12 de julho de 2010 | 10h33

JERUSALÉM - O primeiro relatório de Israel sobre o ataque do país contra uma frota que levava ajuda humanitária a Gaza critica o plano e o trabalho de reunião de informação de espionagem que sucederam a operação. O documento foi divulgado pela Defesa israelense nesta segunda-feira, 12.

 

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"Erros foram cometidos nas várias decisões tomadas, incluindo dentro dos níveis hierarquicamente altos, que contribuíram para que o resultado não fosse o desejado", diz o documento. "Neste inquérito, descobrimos que houve alguns erros profissionais relacionados tanto à inteligência quanto ao processo de tomada de decisões".

 

O documento não cita erros cometidos pelos militares que abriram fogo em um dos navios que integrava a flotilha. Segundo o texto, esses militares reagiram à violência de alguns ativistas.

 

Algumas partes do relatório apresentado nesta segunda indicam que informações problemáticas da inteligência israelense levaram o Exército a subestimar a possibilidade de haver resistência armada a bordo do navio.

 

O ataque de Israel deixou nove ativistas turcos mortos e provocou grande reação internacional, principalmente dos países árabes de maioria islâmica. A ação também recolocou o bloqueio imposto a Gaza nas discussões internacionais e, após sofrer com a pressão, Israel aliviou o embargo terrestre ao território palestinos, embora as restrições marítimas permaneçam vigentes.

 

Israel conduziu uma investigação interna sobre o ocorrido, rejeitando os pedidos da Organização das Nações Unidas (ONU) para que a equipe de inspeção incluísse membros internacionais e independentes. Apenas dois estrangeiros foram colocados entre os investigadores.

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