Ataque dos EUA no Iraque mata 15 civis, incluindo 9 crianças

Exército americano afirma que 19 insurgentes também morreram na operação; carro-bomba faz quatro vítimas

Reuters e Associated Press,

12 de outubro de 2007 | 15h12

Nove crianças e seis mulheres morreram nesta sexta-feira, 12, no Iraque vítimas de um ataque aéreo do exército norte-americano perto do Lago Zarzar, a noroeste de Bagdá. Os americanos tinham como alvo supostos membros da rede Al-Qaeda no país, mas acabaram atingindo o grupo no ataque, que deixou mais seis feridos.  Também nesta sexta, quatro pessoas morreram na explosão de um carro-bomba estacionado perto de um posto policial em um distrito comercial no centro de Bagdá. Dois dos mortos no atentado eram agentes policiais. Em outro incidente, uma bomba colocada em um carrinho perto de um parque infantil matou um civil e deixou outras 17 pessoas feridas - sendo cinco crianças. O crime ocorreu na cidade de Tuz Khormato, norte do país. Na mesma operação, os militares americanos disseram ter matado também 19 insurgentes em ataques contra dois alvos. As investidas tinham por objetivo atingir dirigentes da Al-Qaeda, acusados de atacar soldados dos EUA, líderes tribais e civis em todo o Iraque. A missão da Organização das Nações Unidas (ONU) presente no Iraque pediu às forças americanas que realizem uma investigação "rigorosa" a respeito do ataque do Exército americano. O incidente deve intensificar as tensões entre os governos americano e iraquiano. Por várias vezes, os atuais dirigentes do Iraque criticaram as Forças Armadas dos EUA devido ao grande número de civis mortos em operações militares.  O número de civis mortos no ataque dos EUA é um dos maiores reconhecidos pelos americanos como resultantes de um ataque aéreo desde que o ex-presidente Saddam Hussein foi deposto, em 2003. "Com uma freqüência grande demais, os civis estão sendo atingidos no fogo cruzado", afirmou Said Arikat, porta-voz da missão da ONU". "Esperamos, com certeza, que eles realizem uma investigação rigorosa, que as conclusões dela sejam divulgadas publicamente e que as lições sejam aprendidas."

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