Ataque israelense a Gaza mata 11 após fim de trégua com o Hamas

Alvo do bombardeio era Mohammed Deif, mentor da campanha militar  por túneis subterrâneos contra Israel; ele sobreviveu

O Estado de S. Paulo

20 de agosto de 2014 | 09h04

GAZA - Ataques aéreos de Israel mataram 11 pessoas em Gaza, incluindo a esposa e o bebê de um líder militar do Hamas, Mohammed Deif, em um episódio que, segundo o grupo, foi uma tentativa de assassiná-lo após o colapso de um cessar-fogo.

Acredita-se que Deif é o mentor da campanha militar do grupo islâmico por túneis subterrâneos, cuja destruição é o  principal objetivo da campanha militar israelense, segundo o Exército. 

“Estou convencido de que se houvesse informação de que Mohammed Deif não estava dentro daquela casa, então não a teríamos bombardeado”, disse à rádio do Exército Yaakov Perry, ministro da Ciência de Israel e ex-chefe de segurança. Um oficial do Hamas disse que Deif não utiliza a casa.  

Três corpos foram retirados dos entulhos. Representantes médicos os identificaram como a esposa de Deif, seu filho de sete meses e um jovem de 20 anos.   

O Hamas, que acusou Israel de abrir um “portão para o inferno”, disparou 80 foguetes, alguns  contra Tel -Aviv e Jerusalém. Os ataques não causaram vítimas e parte deles foi interceptada pelo Domo de Ferro, o sistema antimísseis israelense. Militares de Israel disseram ter realizado 60 ataques aéreos na Faixa de Gaza desde que as hostilidades foram retomadas na terça-feira.

A violência encerrou um período de calma que já durava 10 dias, a paz mais longa no conflito desde que Israel lançou sua ofensiva contra Gaza em 8 de julho, com o objetivo declarado de encerrar os disparos de foguetes do Hamas contra seu território.

O Ministério da Saúde palestino diz que 2.029 pessoas, a maioria civis, foram mortas na Faixa de Gaza desde julho. Israel diz ter matado centenas de militantes palestinos no confronto, o qual, segundo a Organização das Nações Unidas, deslocou cerca de 425 mil pessoas na região, onde vivem 1,8 milhão de palestinos.

Sessenta e quatro soldados israelenses morreram, e três civis em Israel perderam a vida na mais destrutiva guerra entre o Hamas e Israel desde que Israel saiu unilateralmente de Gaza em 2005, antes de o Hamas ter tomado o controle do território, em 2007.  / REUTERS

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