Ataque israelense contra Irã seria 'catástrofe', diz Sarkozy

Presidente francês afirma que Israel deve saber 'que não só' e 'observar com calma'; G-8 quer diálogo com Teerã

09 de julho de 2009 | 17h12

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, advertiu nesta quinta-feira, 9, que um "ataque unilateral" de Israel contra o Irã seria uma "catástrofe absoluta". A declaração, feita à imprensa durante a cúpula do G-8 na Itália, surge um dia depois das potências ocidentais darem uma "chance ao diálogo" com Teerã para resolver o impasse nuclear, informa a agência France Presse.

 

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"Israel tem que saber que não está só, observar tudo com calma", acrescentou Sarkozy, ressaltando que se os iranianos se negarem a discutir seu programa nuclear, "haverá sanções". A punição divide o grupo de países que negocia com o Irã, formado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China - e Alemanha.

 

Na terça-feira, o presidente dos EUA, Barack Obama, negou que Washington tenha dado a Israel sinal verde para atacar o Irã por conta de seu programa nuclear. No domingo, o vice-presidente Joe Biden havia declarado em entrevista à rede ABC que Israel é soberano para decidir o que melhor serve ao interesse israelense em relação ao Irã, um comentário interpretado por alguns como sinal verde para um ataque.

 

Os EUA veem o programa de enriquecimento nuclear de Teerã como um passo em direção à produção de armas atômicas, mas o governo iraniano insiste que a iniciativa se destina à produção de energia, com fins pacíficos. Israel tem dito que um Irã com armas nucleares seria um ameaça à existência do Estado israelense e não destaca a possibilidade de um ataque. O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, já afirmou que Israel deve ser varrido do mapa.

 

O Conselho de Segurança já aprovou sanções contra o Irã, pelo fato de o país ter se recusado a suspender o enriquecimento de urânio. Além dos EUA, Rússia, China, França, Alemanha e Reino Unido já convidaram Teerã para resolver as diferenças sobre o programa na mesa de negociações, mas nenhum país conseguiu avanço.

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