Ataque militar na Líbia pode ser crime contra humanidade--corte

O procurador do Tribunal Penal Internacional, Luis Moreno-Ocampo, disse nesta segunda-feira que os ataques militares contra civis na Líbia poderiam ser enquadrados como crimes contra a humanidade. Ele ordenou uma ampla investigação sobre o caso dentro de alguns dias.

SVEBOR KRANCJ, REUTERS

28 de fevereiro de 2011 | 11h39

No sábado, o Conselho de Segurança da ONU impôs sanções contra o líder líbio, Muammar Gaddafi, e sua família e encaminhou ao Tribunal Penal Internacional a questão da repressão do governo contra as manifestações oposicionistas

"Nós temos de decidir se abrimos uma investigação... e espero que possamos agir muito rápido, dentro de poucos dias", disse o procurador Luis Moreno-Ocampo a repórteres, em seu escritório em Haia.

Ele disse que qualquer pessoa que atacar civis será investigada e processada, e os comandantes militares serão responsabilizados pelas ações de suas tropas.

"Se as pessoas estavam na praça e foram atacadas por soldados, tanques e aviões, de modo sistemático e disseminado, é um crime contra a humanidade", disse ele.

Moreno-Ocampo afirmou que uma equipe de investigação foi formada em Haia para recolher informações e que seu escritório está em contato com autoridades líbias e membros do Exército para entender as estruturas de comando e como funciona o sistema militar da Líbia.

A procuradoria também está em contato com uma equipe de investigação da União Africana e da Liga Árabe, com o objetivo de agir o mais rápido possível, afirmou Moreno-Ocampo.

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