Ataque não-tripulado atribuído aos EUA mata três no Paquistão

Região do Waziristão do Norte serve de refúgio a militantes do Taleban e da Al-Qaeda

AP,

27 de junho de 2010 | 23h23

MIR ALI, PAQUISTÃO- Dois mísseis supostamente americanos mataram três pessoas após atingirem uma área do noroeste do Paquistão que serve de refúgio a militantes do Taleban e da Al-Qaeda, disseram autoridades paquistanesas neste domingo, 27. Os rebeldes que estão nesta região fazem ataques contra tropas americanas e da Otan no vizinho Afeganistão.

 

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Este foi o segundo ataque em dois dias no Waziristão do Norte, área montanhosa na qual aviões não-tripulados operados pela CIA têm feito dezenas de ataques. Os Estados Unidos pressionaram as forças paquistanesas para que fizessem uma ofensiva na zona, mas não tiveram resultados.

 

O local atingido pelos mísseis fica na aldeia de Tabbi Tolkhel, apenas a dois quilômetros de Miran Shah, a principal cidade do Waziristão do Norte, como informou Nur Ahmed, líder político número dois da região.

 

Houve relatos contraditórios sobre a cifra de mortos. Ahmed disse que habitantes locais recuperaram cinco cadáveres dentre os escombros, e acrescentou que não conhecia suas identidades.

 

Dois funcionários da inteligência paquistanesa declararam sob condição de anonimato que três rebeldes morreram e outros cinco ficaram feridos.

 

O Exército paquistanês tem sido reticente em lançar uma ofensiva no Waziristão do Norte, com a justificativa de que suas forças apenas dão conta de outras operações ao longo da fronteira com o Afeganistão.

 

Muitos analistas suspeitam que a hesitação é motivada por aspirações do país de manter seus históricos laços com o Taleban, que pode ser um aliado poderoso no Afeganistão quando as tropas ocidentais deixarem o país vizinho.

 

Devido a essa relutância, os Estados Unidos começaram a fazer ataques com aviões-robô para combater os extremistas nas zonas tribais paquistanesas, mas se negam a admitir a existência do programa publicamente.

 

No domingo, o diretor da CIA, Leon Panetta, disse que esses ataques eram responsáveis pela redução da Al-Qaeda a seu nível de atividade mais baixo desde os ataques terroristas do 11 de setembro.

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