Ataque palestino fere 69 soldados israelenses

Ofensiva com foguetes partiu da Faixa de Gaza e atinge base de treinamento militar no sul do país

BBC Brasil, BBC

11 de setembro de 2007 | 06h16

Pelo menos 69 soldados israelenses ficaram feridos, quatro deles gravemente, em um ataque palestino com foguete Qassan lançado da Faixa de Gaza contra uma base de treinamento militar no sul de Israel, informaram fontes militares.   Alguns dos soldados dormiam em barracas na hora do ataque, perto de Zikkim, na madrugada desta terça-feira, e foram atigidos por estilhaços. Este é o maior número de feridos em um único ataque de foguete contra Israel partindo da Faixa de Gaza.   Mais tarde, um palestino e três de seus filhos ficaram feridos pela artilharia israelense em Beit Hanoun, informaram fontes médicas palestinas. Segundo o Exército israelense, o foguete foi lançado de Beit Hanoun, no norte da Faixa de Gaza, e atingiu a base perto de Zikkim, do outro lado da fronteira. O Exército israelense afirmou que o alvo era a área de onde os militantes lançaram o ataque. Dois grupos militantes assumiram a autoria do ataque, o Jihad Islâmico e os Comitês de Resistência Popular. Impacto psicológico   Fawzi Barhoum, um porta-voz do movimento Hamas, que assumiu o controle da Faixa de Gaza em junho, disse que o ataque foi uma "vitória de Deus".   Um porta-voz do Ministério do Exterior israelense, Mark Regev, disse que o país vai responder ao ataque: "Nós vamos agir, mas acho importante ressaltar que não há razão para isso".   "Nos retiramos da Faixa de Gaza dois anos atrás, retiramos todos os assentamentos, retiramos nosso pessoal militar, encerramos a ocupação militar e esses extremistas que estão lançando foguetes não têm nenhuma agenda positiva. É puro niilismo."   Militantes palestinos lançam foguetes contra o sul de Israel constantemente, muitos deles atingindo a cidade de Sderot. Os ataques, em geral, não deixam feridos, mas têm significante impacto psicológico sobre os moradores da região. Na semana passada, um dos foguetes atingiu uma área próxima a uma creche lotada de crianças, o que levou os pais a buscarem seus filhos na escola e a exigir retaliação. O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, já pediu aos militares que preparem um plano para acabar com os ataques de foguete partindo da Faixa de Gaza. Chegou-se a cogitar aumentar a presença militar israelense na Faixa de Gaza, ou cortar o suprimento israelense de água e eletricidade para a região. O governo israelense responsabiliza o movimento Hamas, que assumiu o controle da Faixa de Gaza em junho, por não combater os grupos militantes. Segundo o correspondente da BBC em Jerusalém Joe Floto as autoridades israelenses agora vão levantar duas perguntas: por que os soldados estavam dormindo em barracas de lona em uma área suscetível a este tipo de ataques, e o que pode ser feito para evitá-los.   BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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