Ataque suicida de rebeldes mata 28 em mesquita no Irã

Grupo sunita assumiu a autoria do atentado em represália à execução de seu líder

REUTERS

16 de julho de 2010 | 07h58

Dois suicidas mataram pelo menos 28 pessoas, inclusive membros da Guarda Revolucionária, numa importante mesquita xiita no sudeste do Irã, semanas depois de um rebelde sunita ser enforcado na região.

O grupo rebelde sunita Jundollah assumiu a autoria dos ataques na quinta-feira, afirmando à emissora Al Arabiya em email que foi uma retaliação à execução pelo Irã em junho do líder do grupo, Abdolmalek Rigi.

O Jundollah afirma lutar pelos direitos da minoria sunita do Irã. A liderança clerical do país acusa os Estados Unidos, seu arquiinimigo, de apoiar o Jundollah para criar instabilidade no Irã. Washington nega a acusação.

As bombas explodiram perto da Grande Mesquita na cidade de Zahedan, lançando pedaços de corpos no local sagrado. O Jundollah disse que o ataque foi realizado por parentes de Rigi, que tinham como alvo uma reunião de membros da Guarda Revolucionária.

"O grupo disse que os ataques suicidas foram realizados por Abdolbaset Rigi e Mohammad Rigi... e alertou para mais operações", disse a Al Arabiya, sediada em Dubai.

O vice-ministro do Interior do Irã responsável pela segurança, Ali Abdollahi, disse que "vários membros da Guarda Revolucionária foram mortos ou feridos", segundo a agência de notícias semi-oficial Fars.

O Irã decretou três dias de luto oficial na província, disse a agência de notícias oficial IRNA.

O Irã trava uma disputa com os Estados Unidos e seus aliados sobre o programa nuclear da República Islâmica, que o Ocidente suspeita ter objetivo de construir armas atômicas. Autoridades iranianas negam e afirmam que o objetivo é geração de energia.

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