Ataque suicida mata 50 em restaurante iraquiano

Um ataque suicida à bomba matou cerca de 50 pessoas e feriu mais de 100 em um restaurante lotado na cidade iraquiana de Kirkuk, local marcado pela diversidade étnica, nesta quinta-feira, informou a polícia. O homem-bomba detonou os explosivos dentro de um restaurante curdo no norte da cidade onde autoridades políticas estavam almoçando, assim como várias mulheres e crianças, afirmaram a polícia e testemunhas. O atentado acabou com a calma de um importante feriado muçulmano prolongado de quatro dias, o Eid al-Adha. Com muitas pessoas sem trabalhar nesse período, o movimento nos restaurantes é tradicionalmente maior. O brigadeiro-general Sarhat Qader, autoridade da polícia local, disse que 50 pessoas morreram e 109 ficaram feridas. Um comunicado do Exército norte-americano deu um número diferente: 45 mortos e 93 feridos. Entre os mortos está pelo menos um companheiro de partido do presidente do Iraque, Jalal Talabani. O membro da União Patriótica do Curdistão estava no local almoçando com outros políticos, após um encontro para discutir as tensões entre áreas e curdos. Este parece ser o pior ataque no Iraque desde que 63 pessoas foram mortas por um caminhão-bomba em Bagdá, no dia 17 de junho. O índice de violência no país caiu fortemente no ano passado, após mais de cinco anos de conflitos sectários que seguiram a invasão liderada pelos Estados Unidos, em 2003. No entanto, militantes ainda promovem ataques com frequência em áreas instáveis. Até então, Kirkuk era uma das cidades com menos violência. A maioria árabe do Iraque e a minoria curda tem disputado o controle de Kirkuk, que fica 250 quilômetros ao norte de Bagdá e abriga amplas reservas de petróleo. As forças de segurança iraquianas e norte-americanas bloquearam a região após o ataque, disse um repórter da Reuters. (Reportagem de Mustafa Mahmoud em Kirkuk e Sherko Raouf em Sulaimaniya)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.