Ataque suicida mata pelo menos 40 no Afeganistão

O número de mortos em um ataque suicida ocorrido no sábado no leste do Afeganistão subiu para pelo menos 40. Foi o mais mortífero do país em mais de oito meses e também o pior ataque de insurgentes na região.

RAFIQ SHERZAD, REUTERS

20 de fevereiro de 2011 | 09h57

Sete homens armados e homens-bomba, vestidos como policiais de fronteira, atacaram um escritório do banco privado Kabulbank, na cidade de Jalalabad, iniciando um tiroteio que durou várias horas. A última cifra dada no sábado indicava a morte de 18 pessoas.

Mas, neste domingo, o governador da província de Nangarhar, Gul Agha Sherzai, disse que 40 pessoas foram mortas, muitas delas policiais e soldados afegãos. A cidade de Jalalabad é a capital de Nangarhar.

O banco pode ter sido escolhido como alvo dos insurgentes, porque lida com os salários das forças de segurança afegãs. Civis e funcionários da instituição estão entre os mortos e mais de 70 feridos, disseram autoridades e uma testemunha da Reuters.

Sherzai afirmou na noite de sábado que os três homens se suicidaram ao explodirem bombas dentro do banco, enquanto outros quatro insurgentes foram mortos pelas forças de segurança.

A nova cifra de mortos fez do ataque em Jalalabad o mais mortal desde junho de 2010, quando um suicida detonou seu colete de explosivos em um casamento em Kandahar, matando pelo menos 40 pessoas.

Foi também o pior ataque talibã de quase uma década de combates na província de Nangarhar, importante entrada ao Paquistão e rota de transporte tanto de bens de consumo importados quanto de suprimentos para as forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em combate no Afeganistão.

Em uma mensagem de texto enviada à Reuters, o porta-voz talibã Zabihullah Mujahid reivindicou a responsabilidade pelos ataques.

(Texto de Hamid Shalizi)

Tudo o que sabemos sobre:
AFEGANISTAOATAQUES*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.