Ahmed Saad / Reuters
Ahmed Saad / Reuters

Ataques a bomba matam 75 no Iraque e primeiro-ministro faz alerta

No incidente mais grave, radicais atacaram funeral de miliciano sunita pró-governo

O Estado de S. Paulo,

15 de janeiro de 2014 | 07h29

(Atualizada às 16h50) BAGDÁ - Ataques a bomba atingiram a capital iraquiana, Bagdá, e um vilarejo próximo à cidade de Baquba, no norte do país, nesta quarta-feira, 15, matando pelo menos 75 pessoas, disseram fontes policiais e médicas. O primeiro-ministro Nuri al-Maliki afirmou que extremistas estavam tentando criar um "pequeno Estado do mal".

No incidente mais grave, uma bomba explodiu em uma tenda funerária onde pessoas estavam de luto pela morte, dois dias atrás, de um miliciano sunita pró-governo, disse a polícia. A explosão matou 18 pessoas e feriu outras 16 em Shatub, um vilarejo ao sul de Baquba.

No noroeste do país, bombas explodiram perto de uma ponte em Ain al-Jahash, 60 quilômetros ao sul de Mosul, enquanto uma equipe de soldados passava pelo local. Seis soldados morreram e oito pessoas ficaram feridas, sendo seis civis, segundo a polícia.

No principal distrito xiita de Maamil, ao leste de Bagdá, um homem armado matou sete motoristas de caminhões e sequestrou dois.

Na capital iraquiana, pelo menos oito bombas, que tiveram como alvo principalmente distritos xiitas, mataram 40 pessoas e feriram 88, afirmaram policiais e médicos. Um carro-bomba em Dujail, cidade xiita a 50 km de Bagdá, matou três pessoas e feriu sete.

Um militante suicida explodiu um caminhão cheio de explosivos sob uma ponte perto da cidade de Saqlawiya, a 10 km de Falluja, causando o desabamento da ponte.

Violência. Dois anos depois de as tropas dos Estados Unidos terem deixado o Iraque, a violência tem atingido o seu nível mais alto desde o conflito entre sunitas e xiitas em 2006 e 2007, que deixou dezenas de milhares mortos.

O Exército vive um impasse com extremistas sunitas que tomaram Falluja, cidade a oeste de Bagdá, há mais de duas semanas, um desafio ao governo liderado pelos xiitas. Os extremistas são liderados pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL, na sigla em inglês), grupo ligado à Al-Qaeda, e luta no oeste do Iraque e na Síria para criar um reduto islâmico na região de fronteira.

"A batalha será longa e vai continuar", disse Maliki na TV estatal, pedindo apoio mundial. "Se ficarmos quietos, isso vai significar a criação de pequenos Estados do mal que iriam arruinar a segurança na região e no mundo."

Maliki tem descartado um ataque a Falluja pelas tropas e tanques que cercam a cidade de 300 mil habitantes, mas tem falado para os integrantes de tribos locais expulsarem o ISIL.

A violência têm espantado os líderes da região autônoma curda no Iraque. "Isso é um desastre", disse o líder Fuad Hussein à Reuters. "O país está todo agora sendo ameaçado por terroristas. Precisamos ter uma frente comum."/ REUTERS e EFE

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