Ataques aéreos da Síria mataram mais de 200 civis em 10 dias, diz grupo

Bombardeios da Força Aérea síria lançados nos últimos dez dias mataram ao menos 221 civis, um terço deles crianças, disse um grupo de monitoramento da guerra civil na Síria nesta quinta-feira.

REUTERS

30 de outubro de 2014 | 16h23

A intensificação da ofensiva por parte das forças do presidente sírio, Bashar al-Assad, aumentou as preocupações entre seus opositores por considerarem que ele pode estar se aproveitando dos ataques aéreos dos Estados Unidos contra combatentes do Estado Islâmico para retomar terreno no país, em guerra civil entre insurgentes e o governo.

Desde 20 de outubro militares sírios realizaram ao menos 769 ataques incluindo o uso de bombas de barril em muitas áreas do país, segundo o grupo Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede em Londres, e mais de 500 pessoas ficaram feridas.

O grupo informou que os ataques tiveram como alvo a província ao leste de Deir al-Zor; Homs, na região central da Síria; bem como províncias mais populosas no oeste como Latakia, Quneitra, Hama, Aleppo, Idlib e Deraa. Houve também ataques aos arredores de Damasco.

"O Observatório Sírio de Direitos Humanos renova sua condenação contra o silêncio contínuo da comunidade internacional com relação aos massacres cometidos diariamente pelo regime de Bashar al-Assad contra os filhos do povo da Síria."

As Forças Armadas sírias aumentaram drasticamente o número de ataques desde que a coalizão liderada pelos EUA, composta por países ocidentais e árabes, começou a bombardear as forças do Estado Islâmico no país no mês passado.

O governo sírio não fez objeções aos ataques aéreos seletivos, que se concentraram na área dominada por insurgentes no norte da Síria, longe das regiões mais populosas próximas da capital e da costa do mediterrâneo.

(Reportagem de Sylvia Westall)

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