Ataques aéreos em Trípoli mataram 40 civis, diz Vaticano

Pelo menos 40 civis foram mortos por ataques aéreos de forças ocidentais em Trípoli, disse a principal autoridade do Vaticano na capital líbia a uma agência de notícias católica nesta quinta-feira, citando testemunhas.

REUTERS

31 Março 2011 | 10h27

"As assim chamadas incursões humanitárias mataram dezenas de civis em algumas vizinhanças de Trípoli", declarou Giovanni Innocenzo Martinelli, Vigário Apostólico da cidade.

"Recolhi diversos testemunhos de pessoas confiáveis. Em particular na vizinhança de Buslim, um edifício civil desabou, causando a morte de 40 pessoas", disse ele à Fides, a agência de notícias do braço missionário do Vaticano.

Autoridades líbias têm levado repórteres estrangeiros aos locais do que dizem ser os resquícios de ataques aéreos ocidentais em Trípoli, mas as evidências de baixas civis não foram conclusivas.

As potências do Ocidente afirmam não ter provas confirmadas de baixas civis causadas pelas incursões aéreas, que têm realizado sob um mandato da ONU para proteger civis enredados nos conflito entre as forças do líder líbio Muammar Gaddafi e os rebeldes.

"É verdade que os bombardeios parecem bastante precisos, mas também é verdade que quando atingem alvos militares, que estão no meio de vizinhanças civis, a população é envolvida", afirmou Martinelli.

"Ontem eu disse que bombardeios atingiram, embora indiretamente, alguns hospitais. Para ser preciso, um deles é em Mizda", disse, mencionando uma cidade cerca de 145 km ao sudeste da capital.

Martinelli disse que as condições de vida em Trípoli estão se tornando mais difíceis a cada dia, enquanto um impasse militar parece estar se instalando.

"É por isso que digo que uma solução diplomática é o principal caminho para pôr um fim ao derramamento de sangue entre os líbios, oferecendo a Gaddafi uma saída honrosa," afirmou.

(Reportagem de Silvia Aloisi)

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