Ataques aéreos israelenses matam 12 palestinos

Entre os mortos está o chefe da Jihad Islâmica, procurado há 9 anos; grupo promete retomar atentados suicidas

Reuters,

18 de dezembro de 2007 | 01h35

Israel matou ao menos 12 militantes palestinos durante ataques aéreos na Faixa de Gaza, que marcaram esta terça-feira, 18, como o dia de resposta militar mais agressiva aos lançamentos de foguetes a partir de território controlado pelo Hamas.   A Jihad Islâmica - grupo responsável por muitos dos lançamentos contra comunidades no sul de Israel - afirmou que quatro de seus membros foram mortos ao deixar uma mesquita no campo de refugiados de Jabalya. Horas antes, ataques aéreos mataram sete militantes do grupo, incluindo um comandante sênior de Gaza, levando seus integrantes a ameaçaram realizar ataques suicidas dentro do Estado judaico.   Israel não é palco de um ataque suicida há 11 meses, algo que ajudou nos esforços para retomar o diálogo de paz com o presidente palestino, Mahmoud Abbas. "Posso dizer que assassinatos seletivos na Cisjordânia levaram a uma queda drástica em ataques terroristas e na Faixa de Gaza certamente diminui o número de foguetes lançados contra Israel", disse o vice-premiê israelense, Haim Ramon, à Rádio do Exército.   O país usa o termo "assassinatos seletivos" para descrever ataques contra importantes militantes palestinos. Segundo autoridades palestinas, Majed al-Harazeen, da Jihad Islâmica, é o comandante mais sênior a ser morto por Israel na Faixa de Gaza em mais de um ano.   Na cidade de Khan Younis, sul de Gaza, um ataque aéreo de Israel contra uma posição de segurança do Hamas matou ao menos um membro do grupo. Em uma freqüência de rádio usada por militantes de Gaza, um representante da Jihad Islâmica pediu que os combatentes desliguem seus celulares e retirem as baterias para despistar o sistema de rastreamento eletrônico de Israel e que fiquem longe de carros.

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