Ataques contra sedes do governo iraquiano matam ao menos 38

Homem-bomba mata pelo menos 20 em prefeitura; carro explode próximo de gabinete provincial e 18 morrem

Associated Press,

26 de junho de 2008 | 10h30

Dois atentados mataram pelo menos 38 pessoas nesta quinta-feira, 26, e feriram outras 80 em explosões contra sedes locais de governo no Iraque nesta semana. Os ataques fazem parte de uma nova escalada de violência depois de semanas de relativa calma no país árabe.   No primeiro incidente, um militante suicida detonou um cinturão explosivo dentro da prefeitura de uma cidade a oeste de Bagdá, provocando a morte de pelo menos 20 pessoas e ferindo outras 20 que participavam de uma reunião com líderes locais, informou a polícia iraquiana. Outras 18 pessoas foram mortas e 60 feridas na explosão de um carro-bomba perto do gabinete do governador provincial na cidade de Mosul, no norte do Iraque   O coronel Fawzi Fraih, diretor da defesa civil da província de Anbar, disse que xeques tribais de uma milícia contrária à Al-Qaeda no Iraque estavam reunidos com representantes americanos na prefeitura de Karmah, apenas 30 quilômetros a oeste de Bagdá.   O Exército dos Estados Unidos afirmou que o ataque resultou em mortes "inclusive de membros da coalizão e forças locais", mas não deu maiores detalhes. Autoridades americanas suspeitam que a Al-Qaeda é responsável pelo ataque.   A polícia informou que o homem-bomba entrou na prefeitura por uma porta dos fundos, mas não se sabe como ele conseguiu contornar o esquema de segurança organizado para a realização da reunião de líderes comunitários sunitas que se voltaram contra a Al-Qaeda no Iraque nos últimos meses. Soldados americanos e iraquianos isolaram o local, disseram moradores por telefone.   A assessoria de imprensa do governo de Anbar informou que entre os 12 mortos estão um alto funcionário do executivo local e dois líderes de importantes tribos sunitas da região. O ataque ocorre apenas alguns dias antes do previsto para que os soldados americanos devolvam a responsabilidade pela segurança de Anbar aos iraquianos.   A bomba em Mossul foi detonada entre um prédio do governo e um mercado, onde o governador da província de Nineveh, Duraid Kashmula, inspecionava os estragos provocados por dois foguetes Katyusha que caíram perto de seu gabinete. O governador afirmou que 18 pessoas morreram e 60 foram feridas.   O atentado desta quinta é o maior ataque suicida em Al-Anbar desde que, em 31 de maio, um homem detonou seu cinto de explosivos em um centro de recrutamento da Polícia em Faluja, deixando 25 mortos e mais de 45 feridos. Os terroristas da rede da Al-Qaeda no Iraque continuam ativos na província de Al-Anbar, apesar do cerco que sofrem há dois anos por parte dos Conselhos de Salvação, milícias de voluntários sunitas que combatem a organização terrorista financiados e apoiados por Bagdá e Washington.   Matéria atualizada às 12h20.

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