Ataques e confrontos matam seis e ferem 15 no sul do Iraque

Atentados coincidem com combates que já duram 6 dias entre Exército iraquiano e milicianos do Exército Mehdi

Efe,

30 de março de 2008 | 11h08

Pelo menos seis pessoas morreram e 15 ficaram feridas em atentados e incidentes na noite deste sábado no sul do Iraque, região na qual cerca de 300 pessoas morreram nos últimos seis dias. Segundo fontes das forças de segurança, três iraquianos morreram e cinco ficaram feridos em um ataque aéreo lançado pelas forças da coalizão na região de Al Maqal, próxima à cidade de Basra, 580 quilômetros ao sul de Bagdá. A explosão de uma bomba também matou um oficial do Exército e feriu três soldados iraquianos na estrada que liga as cidades santas xiitas de Najaf e Karbala, localizadas cerca de 160 e 110 quilômetros ao sul da capital iraquiana, respectivamente. As mesmas fontes revelaram ainda que, nas proximidades de Basra, um ataque parecido contra uma patrulha militar deixou dois militares mortos e sete feridos. Esses ataques coincidem com os combates que já duram seis dias entre o Exército iraquiano e milicianos que querem livrar Basra e outras cidades dos milicianos do Exército Mehdi, liderado pelo clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr. O conflito, que já deixou mais de 300 mortos, alcançou os distritos xiitas de Bagdá e outras províncias do sul do Iraque. Em Basra, onde os enfrentamentos começaram na segunda-feira à noite, o número de vítimas civis subiu para 125, e os feridos já chegam a 500, informaram ontem fontes do Ministério do Interior iraquiano. Já em Bagdá, os combates deixaram desde terça-feira pelo menos 125 mortos e 892 feridos, segundo fontes médicas citadas ontem pelo jornal iraquiano Aswat al-Iraq. Os confrontos começaram na segunda-feira à noite, dia em que teve início uma operação de segurança em Basra dirigida pelo próprio primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, com o objetivo de "impor na cidade o império da lei".

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