Ataques em cidades no Iraque matam ao menos 60

Atentados suicidas e a explosão de carros-bomba em diversas partes do Iraque, nesta segunda-feira, mataram ao menos 60 pessoas e deixaram muitos feridos, em uma onda de ataques aparentemente coordenados e realizados por grupos ligados à Al Qaeda, disseram autoridades.

AHMED RASHEED E KHALID AL-ANSARY, REUTERS

15 de agosto de 2011 | 15h43

No pior ataque, uma bomba colocada numa rua, seguida de um carro-bomba, que tinham como alvo a polícia, mataram ao menos 37 pessoas em Kut, uma cidade de maioria xiita situada 150 quilômetros a sudeste da capital, Bagdá, disseram fontes da polícia e do setor da saúde.

O diretor do departamento provincial da Saúde, Dhiyauddin Jalil, afirmou que pelo menos 68 pessoas ficaram feridas nas explosões em Kut. Médicos do principal hospital da cidade disseram estar sobrecarregados tentando tratar dos feridos, muitos com graves queimaduras.

"Esses ataques... estão tentando influenciar na questão da segurança e minar a confiança das forças de segurança", disse o general Qassim al-Moussawi, porta-voz para as operações de segurança de Bagdá, culpando grupos ligados à Al Qaeda.

A violência no Iraque arrefeceu consideravelmente desde o auge dos confrontos sectários entre 2006 e 2007. Mas os militantes estão testando cada vez mais as forças de segurança, à medida que as tropas norte-americanas se preparam para se retirar até o final do ano.

Dezenas de outros morreram ou ficaram feridos nesta segunda-feira em explosões e ataques em outras cidades, encerrando a relativa calma no mês sagrado muçulmano do Ramadã.

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