Ataques líbios a Misrata podem ser crimes de guerra, diz ONU

O suposto uso pelo governo líbio de bombas de fragmentação e armas pesadas em Misrata causou um número elevado de vítimas civis e pode corresponder a crimes de guerra sob a lei internacional, disse a Organização das Nações Unidas nesta quarta-feira.

REUTERS

20 de abril de 2011 | 10h57

Em comunicado, a alta comissária da ONU para Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu pelo fim do cerco a Misrata e condenou os ataques, incluindo uma bomba de fragmentação que explodiu na semana passada a alguns metros de um hospital na cidade.

"Sob a lei internacional, o ataque deliberado a instalações médicas é um crime de guerra e o ataque deliberado ou o comprometimento negligente de civis também constituem violações graves das leis de direitos humanos internacionais ou da lei humanitária internacional", disse Pillay, ex-juíza de crimes de guerra da ONU.

(Reportagem de Stephanie Nebehay)

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