Ataques na Líbia podem ser crimes contra a humanidade, diz ONU

Comissária de direitos humanos e denuncia ataques sistemáticos contra civis no país árabe

REUTERS

22 de fevereiro de 2011 | 08h25

 GENEBRA - A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu nesta terça-feira que seja realizada uma investigação internacional sobre os ataques na Líbia contra manifestantes antigovernistas, dizendo que podem ser considerados crimes contra a humanidade.  

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Em um comunicado, Pillay pediu a suspensão imediata das violações contra os direitos humanos e denunciou o uso de metralhadoras, franco-atiradores e ataques sistemáticos contra civis.

"Ataques sistemáticos em larga escala contra a população civil podem ser considerados crimes contra a humanidade", disse Pillay, ex-juíza de crimes de guerra da ONU.

"A insensibilidade com que as autoridades líbias e seus atiradores contratados estão disparando munições contra manifestantes pacíficos é algo inescrupuloso. Estou extremamente preocupada que vidas estejam sendo perdidas enquanto falo neste momento", disse ela.

O departamento não tem presença na Líbia mas permanece em prontidão para apoiar investigações e promover direitos civis, políticos e econômicos no país do Norte da África, disse o comunicado.

 

EUA

 

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pressionou ontem as autoridades da Líbia para cessar com o inaceitável banho de sangue no país.

 

"O mundo observa alarmado a situação na Líbia e os EUA se unem à comunidade internacional para condenar firmemente a violência" no país, disse a secretária por meio de comunicado. "O governo líbio tem a responsabilidade de respeitar os direitos universais do povo. Já é hora de o banho de sangue acabar", completou.

 

Ainda segundo Hillary, a administração do presidente Barack Obama "trabalha intensamente com seus parceiros no mundo para levar esta mensagem ao governo da Líbia".

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