Até mil podem ter morrido na Líbia, diz chanceler da Itália

Franco Frattini assegurou também que região da Cirenaica não está mais nas mãos de Kadafi

Reuters e Efe

23 de fevereiro de 2011 | 07h14

ROMA - Cerca de mil pessoas podem ter sido mortas na Líbia na repressão desencadeada pelo líder líbio, Muamar Kadafi, aos protestos contra seu regime, disse nesta quarta-feira, 23, o chanceler italiano, Franco Frattini.  

 

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"Não temos informações completas sobre o número de pessoas que morreram", declarou Frattini a repórteres em Roma. "Acreditamos que a estimativa de cerca de mil seja confiável."

Cirenaica tomada

 

Frattini garantiu também que a região da Cirenaica, no nordeste da Líbia, não está sob o controle do governo de Kadafi.

 

"Sabemos com toda segurança que a Cirenaica já não está sob o controle do governo líbio e que há confrontos no restante do país", revelou Frattini aos jornalistas à margem de um congresso da Comunidade de Sant'Egídio em Roma, instantes antes de comparecer à Câmara dos Deputados.

 

Diante da Câmara Baixa, em um comparecimento extraordinário para abordar a crise líbia, o ministro de Exteriores italiano expressou sua preocupação pelo "islamismo radical" que, segundo ele, tomou o controle dessa região nordeste do país norte-africano.

 

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