Atentado diante do Ministério do Interior mata 7 em Bagdá

Ataques se intensificaram no país desde o início de uma crise, na semana passada, entre o governo liderado por muçulmanos xiitas e líderes da minoria sunita

Reuters

26 de dezembro de 2011 | 08h46

Pelo menos sete pessoas foram mortas em um atentado suicida nesta segunda-feira na capital do Iraque, Bagdá, depois que um homem explodiu um carro-bomba diante do prédio do Ministério do Interior. Os ataques se intensificaram no país desde o início de uma crise, na semana passada, entre o governo liderado por muçulmanos xiitas e líderes da minoria sunita.

O primeiro-ministro Nuri al-Maliki, um xiita, tentou na segunda-feira passada conseguir a prisão do vice-presidente sunita Tareq al-Hashemi e pediu que o Parlamento demitisse um assessor dele, também sunita, o que mergulhou o país em uma crise política que ameaça desencadear novas lutas sectárias, pouco dias depois de os Estados Unidos terem retirado seus últimos soldados do Iraque.

O militante suicida lançou o carro contra estruturas de proteção colocadas diante do ministério, situado no centro de Bagdá, provocando uma explosão que deixou mortos e feridos espalhados pela área e incendiou veículos nas imediações, disse a polícia.

Segundo uma fonte policial, as autoridades acreditam que os insurgentes atacaram o ministério por causa da ordem de prisão contra Hashemi, acusado de comandar esquadrões da morte.

A TV estatal Iraqiya e outros órgãos da mídia local divulgaram nesta segunda-feira gravações de confissões de suspeitos que o ministério diz terem sido guarda-costas de Hashemi, os quais ligaram o vice-presidente a matanças e ataques contra autoridades iraquianas.

Na quinta-feira, uma onda de atentados, principalmente em áreas xiitas da capital, deixou pelo menos 72 mortos.

Hashemi deixou Bagdá na semana passada e se refugiou na região curda, no norte do Iraque, onde é pouco provável que as autoridades o entreguem ao governo central.

A turbulência política vem abalando a coalizão de governo, que divide os principais cargos entre xiitas, curdos e sunitas.

(Por Kareem Raheem)

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