Ismail Zitouny/ Reuters
Ismail Zitouny/ Reuters

Atentado em embaixada da francesa na Líbia deixa dois feridos

É o primeiro ataque a uma missão diplomática na capital líbia desde a queda de Kadafi

Reuters

23 de abril de 2013 | 08h46

TRÍPOLI - A Embaixada da França em Trípoli, na Líbia, foi atingida nesta terça-feira, 23, por um carro-bomba. Ao menos dois guardas franceses feridos, no primeiro ataque a uma missão diplomática na capital - local considerado mais seguro do que o restante do país do norte africano - desde o fim da guerra que derrubou o líder Muamar Kadafi, em 2011.

A Al-Qaeda no Magreb Islâmico, braço da Al-Qaeda no norte africano, alertou sobre uma possível retaliação pela intervenção da França no Mali, mas não havia nenhuma indicação até o momento sobre quem estaria por trás de explosão de terça-feira na embaixada francesa na Líbia.

Moradores que vivem perto da embaixada, na região de Hay Andalus, disseram ter ouvido duas explosões no início da manhã, por volta das 2h (horário de Brasília). "Houve uma série de prejuízos e há dois guardas feridos", disse um funcionário da embaixada francesa à Reuters.

Mohammed Sharif, chefe da Polícia de Trípoli, disse que "um artefato explosivo foi plantado em um carro estacionado em frente à embaixada". Um grande pedaço do muro que fica ao redor do complexo e uma parte do prédio da embaixada desabaram. O presidente francês, François Hollande, condenou o ataque.

Segundo o ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, carnificina foi evitada apenas porque o ataque ocorreu pouco antes de os funcionários da embaixada chegarem ao local para trabalhar. "Este é um ataque que atinge não só a França, mas todos os países que lutam contra os grupos terroristas", disse ele à rede de TV BFM, acrescentando que a segurança será intensificada em toda a região.

O Exército líbio isolou o local, enquanto dezenas de pessoas estavam do lado de fora do prédio observando o estrago. Uma funcionária da embaixada chegou ao local e começou a chorar quando viu a destruição.

Em setembro do ano passado, um ataque semelhante, na cidade de Benghazi, resultou na morte do embaixador dos EUA e de três outros americanos. Segundo autoridades dos EUA, militantes com ligações com a Al-Qaeda provavelmente estariam envolvidos nesse ataque, mas ninguém reivindicou a autoria do ataque.

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