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Atentado mata 5 soldados no Paquistão, perto da fronteira afegã

Ação faz parte de onda de ataques guerrilheiros, muitos suicidas, que já mataram mais de 300 pessoas este ano

Associeted Press

20 de março de 2008 | 14h41

Um atentado suicida com um carro-bomba matou cinco soldados paquistaneses e deixou outros nove feridos, nesta quinta-feira, 20. Segundo os militares do país, o ataque ocorreu perto da fronteira com o Afeganistão. Outros nove soldados foram feridos no atentado, ocorrido na principal cidade do Waziristão do Sul, Wana. A informação foi divulgada em um comunicado do Exército do Paquistão, que dizia também que dois veículos foram danificados no atentado. Acredita-se que membros da Al-Qaeda e ligados ao Taleban operem na remota área tribal próxima do Afeganistão. As tropas paquistanesas enfrentaram duras batalhas na região, nos últimos anos. As forças lideradas pelos Estados Unidos localizadas perto da fronteira afegã também já realizaram combates na área. Uma onda de ataques guerrilheiros, muitos realizados por suicidas, mataram mais de 300 civis e soldados paquistaneses desde o início do ano. As autoridades atribuem os ataques a guerrilheiros que operam nas zonas tribais.  Visita de Cheney O bombardeio ocorreu durante uma visita do vice-presidente norte-americano, Dick Cheney, ao vizinho Afeganistão. Cheney pediu aos paquistaneses para que lutem nas regiões fronteiriças com o território afegão. Durante uma entrevista coletiva com o presidente afegão, Hamid Karzai, Cheney disse que o governo paquistanês, como Karzai, era um possível alvo para a Al-Qaeda e outros extremistas. O vice-presidente dos EUA também pediu o aumento da cooperação entre as tropas norte-americanas e seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para o combate aos militantes no Afeganistão. "A América pedirá a seus aliados da Otan um comprometimento ainda maior para o futuro", disse Cheney. O político dos EUA disse não ter nenhuma dúvida sobre o compromisso do governo paquistanês de combater os problemas na fronteira. "Vimos vários ataques destrutivos contra o povo e o governo do Paquistão, incluindo claro o trágico assassinato da ex-primeira-ministra (Benazir) Bhutto", recordou.

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