Atentado mata general do Exército e mais quatro em Beirute

Militar era o principal candidato a suceder o comandante do Exército, que pode ser o novo presidente

Efe e Reuters,

12 de dezembro de 2007 | 05h13

Pelo menos cinco pessoas morreram nesta quarta-feira, 12, entre eles o chefe de operações do Exército, general François al-Hajj, e diversos guarda-costas, na explosão de uma bomba no leste de Beirute, segundo um comunicado do Exército. Haaj era o alvo do ataque, que possivelmente tinha a intenção de eliminar assim um importante candidato ao posto de chefe do Exército caso o general Michel Suleiman torne-se presidente.   Veja também:  Sucessão no Líbano preocupa Conselho da ONU Cronologia dos atentados terroristas   O ataque piorou ainda mais as tensões no país, onde líderes rivais estão envolvidos em uma disputa sobre a Presidência, o que levou à pior crise política no Líbano desde a guerra civil de 1975-1990.   Hajj é a nona vítima fatal de uma série de assassinatos que começou em 2005 com a morte do ex-premiê Rafik al-Hariri. O militar era visto com um dos principais candidatos ao posto de chefe do Exército, algo tradicionalmente destinado a um cristão maronita. O posto ficará vago se Suleiman conseguir se eleger presidente durante uma longamente adiada votação, marcada agora para segunda-feira.   A rede de televisão LBC informou que dois oficiais do Exército que viajavam com Hajj também morreram na explosão, que destruiu completamente o veículo do general. Ainda não se sabe se a bomba havia sido colocada no carro ou foi ativada por controle remoto.   O cadáver de Hajj foi achado a 150 metros do lugar da explosão, em um buraco no chão causado por uma bomba israelense lançada durante o conflito de 2006, segundo a LBC. Fontes da embaixada de Cuba, próxima ao local da explosão, disseram que ouviram a explosão, mas seu edifício não foi danificado.   Políticos da coalizão governista aliada ao Ocidente e políticos da oposição liderada pelo Hezbollah criticaram o ataque.  "A mais recente explosão criminosa é um elo da corrente terrorista dirigida contra o Líbano e suas instituições, e em especial contra o Exército nacional, que hoje paga o preço por defender a soberania, a independência e o livre arbítrio do país", disse em um comunicado Saad al-Hariri, líder do bloco majoritário no Parlamento.   O Hezbollah conclamou os libaneses a "unirem-se em torno do Exército, a darem apoio ao papel dele no país e a trabalharem de forma série e eficiente rumo a um consenso político".   A Síria criticou o assassinato, e a agência de notícias Sana, do país, atribuiu a uma autoridade a declaração de que Israel e suas "ferramentas no Líbano" se beneficiariam da explosão.   Um ex-comandante do Exército, citado pela LBC, definiu Hajj como um dos oficiais mais importantes das Forças Armadas. Ele desempenhou um papel essencial no desdobramento das tropas libanesas no sul do país, após o conflito de 2006 entre Israel e Hezbollah.

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