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Atentado no Líbano pode ter ligação com Al-Qaeda

Facção apoiada pelo grupo na região é principal suspeita pelo assassinato do chefe de operações do Exército

Associated Press,

14 de dezembro de 2007 | 08h16

Investigadores libaneses estão estudando o possível envolvimentos de extremistas ligados ao grupo terrorista Al-Qaeda no ataque que matou o general libanês que liderou a maior ofensiva contra militantes islâmicos. O general François al-Hajj, um cristão maronita, foi enterrado nesta quinta-feira, 13, e era o principal candidato para suceder ao chefe do Exército, general Michel Suleiman, que pode ser eleito presidente do Líbano na próxima semana.   Veja também: Cronologia dos atentados terroristas   O problemático governo procurou trazer de volta a calma ao público, que está apreensivo, já que até os militares - vistos como uma sólida instituição capaz de garantir a união do país - se tornaram um alvo na crise que o país enfrenta.   A explosão ocorreu às 7h10 locais (3h10 em Brasília), pouco depois de Hajj sair de casa para seguir, provavelmente, para o Ministério da Defesa. Um BMW com 35 quilos de explosivos foi detonado por controle remoto quando a picape de Hajj passava, destruindo o veículo e abrindo uma cratera de dois metros de largura e um de profundidade. Quatro libaneses que podem ter ligação com o veículo usado no ataque foram interrogados, segundo oficiais da segurança do país.   Hajj liderou uma campanha militar de três meses contra o grupo Fatah Islam no campo de refugiados de Nahr el-Bared, que deixou pelo menos 400 mortos. A suspeita é que o grupo, que tem ligação com a Al-Qaeda, tenha promovido o assassinato num ato de vingança.   O ataque aumentou a tensão no país, onde líderes rivais estão envolvidos em uma disputa sobre a presidência, na maior crise política desde a guerra civil (1975-90).   A presidência está vaga desde o dia 23, quando terminou o mandato do presidente Émile Lahoud, pois a maioria governista pró-EUA e a oposição pró-Síria não haviam conseguido um candidato de consenso. Pela divisão sectária de cargos políticos no Líbano, o presidente deve ser um cristão maronita, assim como o chefe do Exército. Após adiarem por sete vezes a eleição presidencial, os partidos concordaram com o nome de Suleiman para o cargo.

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