Atentado suicida mata ao menos 61 em área militar de Bagdá

Exército fazia recrutamento no momento da explosão; há mais de 120 feridos

Reuters

17 de agosto de 2010 | 07h28

Recrutas feridos na explosão de Bagdá.

 

BAGDÁ - Ao menos 60 recrutas e soldados foram mortos e 125 ficaram feridos nesta terça-feira, 17, quando um homem-bomba detonou seus explosivos diante de um centro de recrutamento do Exército iraquiano na capital, Bagdá, disseram autoridades. Este foi um dos atentados mais sangrentos na capital iraquiana em vários meses.

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O atentado foi o mais mortífero em semanas, num momento em que as tensões políticas estão aumentando no país em razão da falta de acordo para formação do governo - cinco meses após as eleições parlamentares - e à medida que se aproxima o fim das operações de combate dos EUA no Iraque, marcadas para o fim do mês. As forças iraquianas estão se preparando para a retirada das tropas americanas, que reduzirão seu contingente no país para menos de 50 mil soldados.

 

O porta-voz do Exército iraquiano, major-general Qassim al-Moussawi, responsabilizou a Al-Qaeda no Iraque por recrutar o suicida. Os insurgentes têm ameaçado intensificar os ataques antes da saída das tropas norte-americanas - e a violência aumentou nas últimas semanas. Os alvos têm sido o Exército, a polícia e outras forças de segurança, mas civis também têm sido mortos às centenas.

A base militar perto da praça de Maidan, no centro, recebia recrutas no momento da explosão. "Estávamos em uma longa fila. Havia também soldados e oficiais. De repente, houve a explosão. Graças a Deus somente minha mão ficou ferida", disse um recruta ferido enquanto os médicos do hospital Al-Karkh faziam um curativo em sua mão.

O ataque de hoje ocorreu por volta das 7h30 do lado de fora do prédio do Ministério da Defesa, que agora abriga o quartel-general da 11ª Divisão do Exército. Cerca de 250 novos recrutas se apresentam no local a cada semana, pois as forças de segurança iraquianas tentam aumentar suas fileiras para se preparar para partida dos militares americanos após sete anos de guerra.

 

(Atualizado às 19h44)

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