Atentados matam 50 e deixam quase 250 feridos no Iraque

Três mulheres-bomba mataram 28 pessoas eferiram outras 92 quando detonaram explosivos nas ruas deBagdá, em meio a uma procissão realizada por xiitas nasegunda-feira, disse a polícia iraquiana. Na cidade de Kirkuk (norte), um homem-bomba matou 22pessoas e feriu outras 150 em uma manifestação contra umapolêmica lei eleitoral, afirmaram autoridades iraquianas dasáreas de saúde e segurança. Os ataques fazem desse um dos dias mais sangrentos dosúltimos meses no Iraque e chamam atenção para a fragilidade dosrecentes avanços realizados no país, onde o número deincidentes violentos encontra-se em seu menor patamar desde ocomeço de 2004. Ninguém assumiu a responsabilidade pelas explosões deBagdá, mas a rede Al Qaeda, uma organização sunita, já realizouvários ataques contra peregrinos xiitas. Ao menos 1 milhão de pessoas devem tomar parte daperegrinação na capital iraquiana, que chega a seu ápice naterça-feira e marca a morte de um dos 12 imãs do islã xiita. As explosões aparentemente coordenadas ocorridas em Bagdáabalaram um período de relativa paz vivenciado pela cidade eaconteceram em meio a um forte esquema de segurança montado emvirtude do festival religioso. Militares dos EUA disseram que três agressores suicidaspodem ter realizado os ataques na capital, mas não disseram quese tratava de mulheres. A Al Qaeda passou a usar um número crescente de mulheres emseus atentados suicidas porque as militantes conseguem escaparcom maior facilidade das revistas. Somente neste ano, 20 ataques do tipo ocorridos no Iraqueforam realizados por mulheres. No domingo, a polícia disse que homens armados mataram seteperegrinos na zona sul de Bagdá. Na segunda-feira, porém,algumas autoridades questionaram esse relato, afirmando não tertomado ciência de nenhuma agressão do tipo. Em Kirkuk, imagens de TV mostraram milhares de pessoasprotestando contra uma lei eleitoral quando uma explosãoprovocou uma correria. Um funcionário da Reuters disse que otumulto começou quando a polícia passou a disparar para o alto. "O número de mortos é, até agora, de 22 e outras mais de150 pessoas ficaram feridas", afirmou o coronel Yazgar Shukr,autoridade da área de segurança de Kirkuk. Na cidade, de composição étnica mista, um toque de recolherdeve ficar em vigor até terça-feira.

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