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Atentados matam ao menos 41 pessoas no Iraque

Duplo ataque suicida mata 34 no norte do país; onda de explosões acontece dias após saída dos EUA das cidades

Efe e Associated Press

09 de julho de 2009 | 04h03

 Pelo menos 34 pessoas morreram nesta quinta-feira, 9, e outras 70 ficaram feridas em um duplo atentado suicida no norte do Iraque, enquanto outras sete pessoas morreram em ataques num bairro xiita de Bagdá. No total, pelo menos 41 pessoas morreram na onda de atentados no país.

 

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O primeiro atentado aconteceu na casa de um policial em Tal Afar no início da manha. Quando as pessoas se aglomeraram no local para ver o que tinha ocorrido, outro suicida detonou uma bomba, fazendo mais vítimas. Tal Afar, uma zona multiétnica onde vivem curdos, turcomanos e árabes, fica no extremo noroeste do Iraque. A região foi alvo de vários atentados parecidos nos últimos anos.

 

Segundo a polícia da província de Ninevah, o primeiro suicida, vestindo uniforme policial e levando rádio de comunicação e uma pistola, bateu na porta da casa do oficial, que trabalha como investigador da polícia antiterrorismo na cidade. Quando o oficial abriu a porta, o terrorista detonou o cinto de explosivos que levava junto ao corpo, matando o policia, sua mulher e filho. Quando as pessoas se reuniram no local, outro suicida detonou uma carga de explosivos.

 

A Polícia informou também sobre outros dois atentados, registrados no bairro xiita de Sadr, em Bagdá, que causaram sete mortes e deixaram cerca de 20 feridos. Duas bombas foram detonadas pela manhã em uma rua próxima de um mercado popular movimentado, matando seis pessoas e ferindo outras 31. Sadr é um bastião do clérigo xiita Moqtada al-Sadr, oposto à presença das tropas americanas no Iraque.

 

Também no centro de Bagdá, uma bomba foi detonada perto do veículo que levava o presidente do banco central do Iraque, Sinan al-Shabibi, que saiu ileso do ataque. Um civil morreu no incidente e outros cinco foram feridos, segundo a polícia. Centenas de líderes políticos governamentais e deputados foram assassinados nos últimos seis anos no Iraque desde a derrubada do regime do ditador Saddam Hussein, em abril de 2003.

 

Os atentados acontecem poucos dias depois de os soldados dos Estados Unidos completarem sua retirada dos centros urbanos do país, de acordo com os compromissos de segurança assinados por Bagdá e Washington em dezembro passado.

 

Texto atualizado às 7h40.

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