Atiradores matam cinco milicianos sunitas no Iraque

Homens portando armas com silenciadores atacaram um posto dirigido por milicianos sunitas apoiados pelo governo e mataram todos os cinco na agitada província de Diyala, disseram autoridades da área da segurança neste sábado.

REUTERS

31 de dezembro de 2011 | 11h05

O ataque ocorreu logo depois das duas horas da manhã (horário local) na cidade de Khan Bani Saad, cerca de 30 km a nordeste de Bagdá, disseram a polícia e o chefe do comitê da segurança local.

"Um ataque deste porte, em que os cinco mortos formam o total de funcionários no posto de controle, indica que células da Al Qaeda adormecidas estão agora reativando seus movimentos", disse Saad Abdullah, chefe do comitê de segurança em Khan Bani Saad.

"O governo deveria agir rapidamente para reprimir essas células da Al Qaeda".

Insurgentes ligados à Al Qaeda ainda são capazes de lançar ataques letais e há temores de que eles possam tentar se reagrupar depois da retirada de tropas norte-americanas em 18 de dezembro, quase nove anos depois da invasão que derrubou Saddam Hussein.

O afiliado da Al Qaeda no Iraque, o Estado Islâmico do Iraque, assumiu a responsabilidade pelas bombas em Bagdá que mataram pelo menos 72 pessoas em 22 de dezembro.

Membros da Sahwa, uma milícia sunita que pegou em armas contra a Al Qaeda e ajudou a impedir que os conflitos sectários no Iraque escalassem para uma guerra civil, são alvos frequentes da insurgência sunita.

Na sexta-feira, um membro da milícia Sahwa e três guarda-costas foram mortos quando uma bomba colada a seu carro explodiu em Tahi, 20 km ao norte de Bagdá, disse a polícia.

( Por Serena Chaudhry)

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