Atiradores matam três candidatos das eleições iraquianas

Outros dois morreram recentemente, mas autoridades negam aumento da violência; votação é a 1.ª desde 2005

Agências internacionais,

29 de janeiro de 2009 | 16h22

Homens armados mataram, em incidentes separados, três candidatos das eleições provinciais iraquianas nesta quinta-feira, 29, dois dias após o início antecipado da primeira votação iraquiana desde 2005, informou a polícia. Hazem Salem Ahmed, sunita da governista Aliança Unida Iraquiana (AUI), foi morto do lado de fora de sua casa em Mossul, no norte do país. Em Bagdá, Omar Faruq al-Ani, do Partido Iraquiano Islâmico, foi baleado também perto de sua casa no distrito de Amiriya, enquanto Abbas Farhan, do Movimento Nacional Para Reforma e Desenvolvimento, foi morto em Diyala.   Veja também: Obama enfrenta duras opções para a guerra no Iraque   Pelo menos outros dois candidatos foram mortos nas últimas semanas, mas as autoridades americanas e iraquianas dizem que não houve um aumento da violência com as eleições. Muitos árabes sunitas boicotaram a votação há quatro anos e as eleições deste ano, que começam oficialmente no sábado, estão sendo duramente criticadas pela comunidade.   O pleito será uma prova política para o primeiro-ministro Nouri al-Maliki, que é xiita e enfrentará os eleitores em comícios nacionais previstos para este ano. O voto antecipado foi convocado na terça-feira para assegurar que soldados e polícias possam trabalhar em uma megaoperação de segurança durante a eleição de sábado, quando os veículos não poderão circular nas ruas por conta as ameaças de carros-bomba.   Cenário   Nas províncias do sul do país, de maioria xiita, concorrem entre si os principais partidos que formam a governante Aliança Unida Iraquiana (AUI). De um lado está o partido Dawa, de al-Maliki, que aposta em um Iraque centrado no governo Nacional e, do outro, a Assembleia Suprema da Revolução Islâmica (ASRI) de Abdel Aziz al-Hakim, que defende um sistema federal.   Ambos terão que competir com os candidatos fiéis ao clérigo antiamericano Moqtada al-Sadr, que se apresentam como independentes, mas contam com grande apoio, especialmente o na cidade de Basra, a segunda mais povoada do país.   Nas províncias centrais, onde os sunitas são a maioria, os partidos tradicionais, unidos na Frente do Consenso Iraquiano (FCI), de fortes características religiosas, enfrentam os candidatos tribais dos Conselhos de Salvação, que aparecem pela primeira vez na cena política, precedidos pela fama de ter posto em xeque a Al-Qaeda e seus aliados.   Enquanto isso, nas três províncias do norte do país que compõem a região autônoma do Curdistão - Erbil, Dohuk e Suleimaniya -, assim como a companhia petrolífera província de Kirkuk, disputada por curdos, árabes e turcomanos, adiou suas eleições.

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