Ativista israelense da extrema-direita é ferido em Jerusalém

Um ativista israelense da extrema-direita foi baleado e ferido em Jerusalém nesta quarta-feira do lado de fora de uma conferência que promovia uma campanha judaica para permitir orações em um ponto sagrado da Cidade Antiga tanto para os judeus quanto para os muçulmanos, de acordo com autoridades israelenses.

REUTERS

29 de outubro de 2014 | 21h07

A polícia confirmou que um homem em um moto atirou e feriu o homem judeu, de cerca de 50 anos, no lado de fora do complexo Menachem Begin Centre, localizado perto da murada Cidade Antiga.

Jonathan Halevy, diretor do Hospital Shaarei Tzedek, identificou o homem como Yehuda Glick e disse que ele está em estado grave, mas estável, e foi submetido a uma cirurgia para cuidar dos ferimentos a bala no peito e no abdômen.

Os políticos israelenses e a imprensa do país disseram que Glick, nascido nos Estados Unidos, é um ativista proeminente na extrema-direita que busca garantir aos judeus a permissão de rezar no local conhecido para os judeus como Monte do Templo e para os muçulmanos como Santuário Nobre.

O complexo elevado de mármore e rocha é o terceiro local mais sagrado ao Islã e o mais sagrado no Judaísmo. Ele contém a mesquita do século 8 al-Aqsa e o Domo da Rocha dourado, onde é dito que o profeta subiu aos céus.

Desde o fim da guerra de Gaza em agosto, a tensão tem aumentado constantemente na parte árabe de Jerusalém, com conflitos quase diários entre as forças de segurança israelenses e manifestantes palestinos que atiram pedras e coquetéis molotov.

Um dos principais pontos da irritação palestina está no crescente número de visitantes judeus ortodoxos, incluindo alguns políticos, acompanhados pela polícia israelense para o complexo da Cidade Antiga.

"Este é um incidente muito sério", disse o prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, na cena do incidente. "Vamos encontrar os responsáveis e puní-los."

Ainda que o complexo na Cidade Antiga seja administrado pelas autoridades religiosas da Jordânia, as forças policiais israelenses e palestinas cuidam da segurança do lugar. Os não-muçulmanos são autorizados a visitar sob forte monitoramento, mas não é permito que rezem, uma proibição no centro das tensões.

(Reportagem de Allyn Fisher-Ilan)

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