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Alaa al-Shemaree/Efe
Alaa al-Shemaree/Efe

Atual premiê lidera votação no Iraque, segundo estimativas

Nouri al-Maliki tem maioria em regiões xiitas, enquanto ex-primeiro-ministro Ayad Allawi lidera nas áreas sunitas

Agência Estado,

08 de março de 2010 | 08h50

Estimativas não oficiais apontadas nesta segunda-feira, 8, por funcionários do governo do Iraque indicam, que o atual primeiro-ministro, Nouri al-Maliki, aparece à frente dos adversários na eleição geral, a segunda desde a queda do ditador Saddam Hussein, em 2003.

 

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Líder xiita, Maliki liderava a votação nas regiões onde essa vertente muçulmana é majoritária. Já Ayad Allawi, um ex-primeiro-ministro que lidera a lista secular Iraqiya, está à frente nas áreas sunitas, segundo estimativas não oficiais. Os dados para a região da capital Bagdá, cujos resultados podem ser cruciais na disputa, ainda não estão disponíveis.

 

O grupo de Maliki, a Aliança pelo Estado de Direito, estava à frente em nove províncias xiitas do sul. Já a Iraqiya liderava nas províncias de maioria sunita a norte e oeste de Bagdá, segundo as estimativas.

 

A Iraqiya estava em segundo lugar em três províncias xiitas, mas em terceiro em seis outras, atrás da Aliança Nacional Iraquiana, dominada pelos dois partidos religiosos e que inclui o ex-vice-primeiro-ministro Ahmed Chalabi.

 

Na província de Kirkuk, onde há várias etnias, a lista do Curdistão, composta pelos dois partidos dominantes no norte do país, estava à frente, seguida pelo grupo de Allawi.

 

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Os primeiros resultados oficiais da eleição de domingo não devem sair até quinta-feira. A divulgação dos números finais é prevista apenas para perto do dia 18. Esses resultados deverão ainda ser certificados pela Suprema Corte no fim do mês. Depois disso, deve haver pelo menos dois meses de negociações para a formação de um novo governo, já que aparentemente nenhum bloco político emergirá das urnas como força dominante.

 

A Comissão Eleitoral calcula que, segundo os primeiros dados recebidos, a participação no pleito de domingo foi superior a 60%, apesar dos atentados no domingo, que mataram 38 pessoas. "Não temos um número exato, mas acho que vai estar entre 60% e um pouco mais de 60%", afirmou o vice-presidente da Comissão Eleitoral, Amel Biraktar, em declarações à imprensa espanhola, acrescentando que o processo eleitoral "caminha bem".

 

Os eleitores receberam elogios internacionais, em um teste crucial para a jovem democracia, menos de seis meses antes do prazo previsto para as tropas internacionais de combate deixarem o país.

 

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