Austrália protesta contra Israel por morte de líder do Hamas

Suspeitos usaram passaportes australianos; polícia acredita que Mossad esteja por trás da ação em Dubai

estadao.com.br,

25 de fevereiro de 2010 | 11h49

O ministério de Relações Exteriores da Austrália convocou para consulta s o embaixador de Israel no país, nesta quinta-feira, 25. Ontem, a polícia de Dubai, nos Emirados Árabes, mais 15 suspeitos de estarem envolvidos na morte do líder militar do Hamas, Mahmoud al-Mabhouh, em janeiro. Destes, três usavam passaportes australianos falsos.

"Qualquer país que tenha sido cúmplice no mau uso de passaportes australianos está tratando a Austrália com desprezo e nosso governo adotará medidas em resposta", disse o premiê Kevin Rudd. 

A polícia de Dubai acredita que o Mossad, o serviço secreto isralense, esteja por trás do episódio.

O chanceler australiano, Stephen Smith disse que o governo está investigando o caso e que três cidadãos do país aparentemente tiveram as identidades roubados.

"Deixei bem claro ao embaixador israelense  que se o resultado da investigação levar a conclusão de que responsáveis israelenses patrocinaram ou executaram abusos, isto não seria um ato de amizade", afirmou.

Além dos três passaportes australianos, os outros 12 suspeitos portavam identidades britânicas, francesas e irlandesas. Os 11 primeiros suspeitos tinham passaportes franceses, alemães, britânicos e irlandeses.

As chancelarias destes países protestaram junto ao governo israelense na semana passada e a União Europeia divulgou um comunicado conjunto sobre o caso.

Israel nega o envolvimento do Mossad no caso. O ministro de Relações Exteriores do país, Avidgor Lieberman, disse sobre o caso: "Vocês estão vendo muitos filmes do James Bond".

Com informações da Reuters

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