Áustria descarta crime na morte do ex-chefe de petróleo da Líbia

O Ministério Público de Viena disse nesta quarta-feira que não há indícios de crime na morte de Shokri Ghanem, que foi primeiro-ministro e chefe da estatal petrolífera líbia durante a ditadura de Muammar Gaddafi.

FREDRIK DAHL, Reuters

11 de julho de 2012 | 09h45

Segundo a versão dos promotores, Shokri, de 69 anos, sofreu um ataque cardíaco e caiu no rio Danúbio, em abril. Amigos e colegas disseram na época da morte que inimigos poderiam ter matado Shokri porque ele sabia demais.

"Não há sinal, não há pista de que algo tenha acontecido antes de ele cair na água", disse Thomas Vecsey, porta-voz da promotoria, citando laudos feitos por peritos da Universidade de Viena.

O corpo de Ghanem foi achado flutuando a algumas centenas de metros da sua casa, perto de uma área com bares e restaurantes ao ar livre. O cadáver estava totalmente vestido, e a polícia suspeita que ele tenha passado algumas horas na água, desde a manhã de 29 de abril.

Não há corrimão naquele trecho da margem fluvial, e não foi a primeira vez que um corpo foi achado flutuando por lá.

Vecsey disse que os peritos concluíram que ele sofreu um ataque cardíaco e engoliu água depois de cair no rio.

"As roupas estavam intactas, então não houve luta antes, nada que possa nos levar a crer que houvesse alguém envolvido."

Segundo ele, exames toxicológicos revelaram apenas níveis normais de cafeína e nicotina.

(Reportagem adicional de Georgina Prodhan)

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