Autoridade da Síria é convidada para diálogo em Washington

Vice-ministro do Exterior tratará de 'variados assuntos'; reunião é parte do 'diálogo contínuo' com os EUA

Associated Press,

28 de setembro de 2009 | 13h16

A embaixada americana da Síria confirmou nesta segunda-feira, 28, que Washington convidou o vice-ministro do Exterior da nação árabe para conversar, dando um sinal dos esforços do governo de Barack Obama para melhorar as relações com o país.

 

O vice-ministro Fayssal Mekdad, que atualmente está em nova York como parte da delegação síria na Assembleia Geral da ONU, embarcará nesta segunda-feira para Washington para tratar de "variados assuntos", segundo a embaixada. A visita do vice-ministro é parte de um "diálogo contínuo" dos americanos com o governo sírio que começou em março, informou a embaixada sem dar detalhes.

 

A ida de Mekdad a Washington ocorre em um momento de crescimento da tensão entre a Síria e o Iraque após Bagdá acusar Damasco de servir como plataforma e violência no país. O Iraque pede à Síria que devolva dois prisioneiros que faziam parte do extinto partido Baath acusados de envolvimento em um ataque com caminhões-bomba em Bagdá no dia 19 de agosto que deixou mais de 100 mortos. O governo sírio recusou o pedido iraquiano, dizendo que os vizinhos falharam ao fornecer evidências que condenem os prisioneiros.

 

Em março, o mais alto diplomata americano no Oriente Médio, Jeffrey Feltman, e um membro do Conselho Nacional de Segurança, Daniel Shapiro, visitaram a Síria. Desde então, vários funcionários dos EUA visitaram o país, incluindo o enviado especial para a região, George Mitchell.

 

Os EUA também enviaram delegações militares à Síria por duas vezes para discutir a cooperação na estabilização do Iraque. Os americanos reclamam que a Síria permite aos insurgentes cruzarem a fronteira, mas o governo árabe nega.

 

Os americanos pedem aos sírios que abandonem o apoio aos grupos extremistas Hezbollah e Hamas, opositores aos trabalhos de paz no Oriente Médio, e esperam que o país se afaste do Irã, duas condições rejeitadas pelos árabes.

 

A Síria quer uma forte presença dos EUA na busca pela paz na região para recuperar os territórios perdidos para Israel na guerra de 1967. As melhoras nos laços entre os dois países poderia levar a um abrandamento das sanções americanas impostas à Síria pelo apoio ao terrorismo.

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