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Autoridade palestina critica Israel por ataque a mesquita

O governo palestino apoiado pelo Ocidente saudou nesta segunda-feira as pessoas que entraram em conflito com a polícia israelense em Jerusalém em defesa a um santuário muçulmano, e acusou Israel de tentar arruinar as conversas de paz patrocinadas pelos Estados Unidos.

ALASTAIR MACDONALD, REUTERS

28 de setembro de 2009 | 17h34

Um dia após os conflitos na Cidade Velha, que feriram cerca de 30 pessoas e fizeram líderes palestinos alertarem para uma terceira Intifada (guerra santa), o comunicado do gabinete do primeiro-ministro Salam Fayyad mostrou união entre "moderados" e linhas-dura islâmicos em sua ira contra Israel.

Com o enviado especial do presidente Barack Obama prestes a chegar esta semana ao Oriente Médio para mediar conversas com o objetivo de impulsionar as negociações entre a Autoridade Nacional Palestina e Israel, o embate na cidade sagrada, um dos focos da discórdia, não foi um bom prenúncio.

"O gabinete saúda as pessoas que correram ontem para defender a abençoada mesquita de al-Aqsa e impediram a tentativa de colonos extremistas de invadir o complexo", disse o governo palestino em declaração desde seu quartel-general em Ramallah.

Os relatos do incidente de domingo nas cercanias do terceiro local mais sagrado do Islã variavam. A polícia israelense disse que adoradores muçulmanos atiraram pedras nos turistas. Palestinos disseram que judeus radicais tentaram invadir para marcar a véspera do dia mais sagrado do judaísmo, o Yom Kippur.

O governo de Fayyad disse que a ação israelense foi uma tentativa de frustrar as negociações do acordo de paz, no qual o controle de Jerusalém é um ponto-chave para os dois lados.

A linguagem ecoou a crítica do Hamas, grupo que rejeita um acordo de paz com Israel e controla a Faixa de Gaza, em oposição ao presidente palestino, Mahmoud Abbas, que controla a Cisjordânia..

O líder do Hamas, Khaled Meshaal, exortou o governo a encerrar a cooperação na segurança com Israel e "ativar a resistência, que é a verdadeira resposta".

Os EUA e a Europa não deveriam "interpretar erroneamente o silêncio na Palestina", disse. "Há fogo embaixo das cinzas."

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