Aviões de Israel bombardeiam Gaza em represália a foguetes

Até o momento, não foram reportadas vítimas pelas forças de segurança palestinas

estadão.com.br,

18 de março de 2010 | 20h50

Aviões de Israel bombardearam alvos na Faixa de Gaza nesta quinta-feira, 18, sem que até o momento fossem registradas vítimas, informaram responsáveis da segurança palestina e fontes locais.

 

Veja também:

linkAbbas: Lula deve pedir que Irã se afaste do Hamas

linkNetanyahu se encontrará com Hillary

 

Dois civis ficaram feridos em um dos três ataques contra túneis de contrabando na fronteira da Faixa de Gaza com o Egito. Os outros alvos incluíam áreas abertas em Khan Younis e uma fábrica de fundição de metal perto da Cidade de Gaza.

 

O ataque ocorreu horas depois de que foguetes lançados de Gaza ao sul de Israel mataram um agricultor tailandês.

 

Um grupo desconhecido de Gaza chamado Ansar al-Sunna se responsabilizou pelo atentado, realizado um dia antes da reunião do Quarteto para o Oriente Médio em Moscou, onde se discutiriam formas para restabelecer as negociações de paz na região.

 

Segundo a Polícia israelense, o míssil atingiu a comunidade agrícola de Netiv Ha'asara, no deserto do Neguev. Apenas o tailandês foi morto e não houve notícias de mais feridos ou mais ataques.

 

O vice-primeiro-ministro Silvan Shalom disse nesta quinta que Israel daria uma resposta firme ao primeiro disparo mortal de foguetes da Faixa de Gaza, controlado pelo Hamas, em direção a Israel em mais de um ano.

 

Israel também enviou uma carta de reclamação ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, que deverá visitar o país no fim de semana, e ao Conselho de Segurança da ONU.

 

O exército israelense não se pronunciou sobre o bombardeio até o momento.

 

Crise

 

Os enfrentamentos em Gaza ocorrem em meio a pior crise vivida por Israel e seu aliado estratégico, os Estados Unidos, em décadas.

 

O atrito entre americanos e israelenses começou na semana passada, durante visita a Israel do vice-presidente dos EUA, Joe Biden.

 

Na ocasião, o Estado judeu anunciou a construção de 1,6 mil casas em Jerusalém Oriental, região de maioria árabe e reclamada pelos palestinos como a capital de seu futuro Estado.

 

A área também faz parte do território ocupado por Israel na Guerra dos Seis dias em 1967, não reconhecido pela ONU.

 

O anúncio de Israel já foi condenado pela secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pelo próprio Biden e até pelo presidente Barack Obama.

 

O líder afirmou em entrevista à Fox News que as novas construções "eram uma escolha lamentável" do país, a qual não ajudará o processo de negociações de paz entre Israel e palestinos.

 

Telefonema

 

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, telefonou nesta quinta para a secretária de Estado americana Hillary Clinton, e acordou com ela um encontro em Washington na próxima semana, com o objetivo de amenizar as tensões entre os dois países.

 

"Eles discutiram ações específicas que podem melhorar a atmosfera para o progresso do processo de paz", afirmou em um comunicado o porta-voz do Departamento de Estado, P.J Crowley.

 

Segundo o porta-voz, o enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, viajará à região neste fim de semana para manter conversações em separado com autoridades isralenses e palestinas.

 

Com informações da Efe e Reuters

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.