Balanço diz até 925 morreram durante combates em Sadr City

Porta-voz afirma ainda que outras 2.605 foram feridas nos confrontos entre insurgentes e soldados da coalizão

Efe e Ansa,

30 de abril de 2008 | 09h06

Pelo menos 925 pessoas morreram e 2.605 ficaram feridas desde o início dos confrontos entre as forças iraquianas e americanas, e a milícia fiel ao clérigo xiita Moqtada al-Sadr, Exército Mahdi, no bairro pobre de Sadr City, em Bagdá. A informação foi confirmada pelo o porta-voz civil do plano de segurança da capital iraquiana, Tahsin Cheijli. Porém os números apontados pelos dois principais hospitais do bairro de maioria xiita relataram as mais de 400 mortes e  quase 2,5 mil feridos.  Veja também: Abril tem maior número soldados mortos dos EUA no Iraque  Os combates, que começaram no dia 17 de março, envolvem as milícias do clérigo radical xiita contra as tropas iraquianas e unidades militares norte-americanas na área, que tem quase dois milhões de habitantes. No dia 25 de março passado as tropas iraquianas, com o apoio de helicópteros e aviões norte-americanos, atacaram os grupos de Moqtada al Sadr na cidade de Basra, sul Iraque. O Ministério do Interior iraquiano divulgou que 321 pessoas morreram e 834 foram feridos, número bem abaixo do anunciado pelo porta-voz e que também não corresponde com o oferecido na semana passada por um deputado iraquiano alinhado a Sadr, segundo o qual pelo menos 400 pessoas morreram desde o final de março no bairro de maioria xiita, no leste de Bagdá. Autoridades informam ainda que a água potável está acabando e não há médicos suficientes para tratar todos os que precisam de ajuda.  Segundo a BBC, o número de mortos e feridos entre os xiitas que moram em Bagdá está prejudicando a imagem do primeiro-ministro Nouri al-Maliki e também a dos soldados americanos. A situação pode se complicar mais, pois há o risco de a milícia de Moqtada al-Sadr abandonar o cessar-fogo decretado há oito meses e que, tecnicamente, ainda está em vigor. Se isto ocorrer, o Exército Mahdi poderia lançar uma batalha mais intensa contra o governo iraquiano e contra os americanos no país. Soldados americanos Os combates das últimas semanas no Iraque deixaram 46 soldados americanos mortos, o que fez com que o mês de abril fosse o pior mês para os americanos em 2008. Quando o primeiro ministro Nouri al-Maliki lançou a operação para retomar o controle de Basra, em março, ele negou que estivesse atrás apenas do Exército Mahdi, dizendo que o objetivo empreitada era desarmar todas as milícias em ação na região.  Mas muitos iraquianos e observadores independentes acreditam que o principal alvo da al-Maliki é a milícia de Moqtada al-Sadr. Uma luta que agora atinge outro reduto da milícia, o bairro de Cidade Sadr. Entre os mortos nos combates recentes em Bagdá estariam, segundo os hospitais, vários civis.  

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