Barak dá prazo para Ehud Olmert deixar liderança do Kadima

Ministro da Defesa diz que premiê israelense deve se afastar até o dia 25, ou coalizão governista será desfeita

Agência Estado e Associated Press,

12 de junho de 2008 | 13h18

O ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, afirmou nesta quinta-feira, 12, que o Partido Trabalhista pode apresentar uma moção para dissolver o Parlamento ainda este mês caso o primeiro-ministro Ehud Olmert, suspeito em um escândalo de corrupção, não deixe a liderança do partido Kadima.   Barak já havia ameaçado acabar com a coalizão do governo caso Olmert não se afastasse, mas desta vez estabeleceu uma data para enviar a proposta ao Parlamento - dia 25 deste mês. "Nós preferimos estabilidade governamental a eleições", disse Barak ao próprio partido nesta quinta-feira. "Mas da forma como estão as coisas agora, nós vamos nos unir a - na verdade, liderar - uma proposta para dissolver o Parlamento em 25 de junho."   A polícia israelense investiga centenas de milhares de dólares em doações dadas a Olmert, antes de ele assumir o cargo de primeiro-ministro, em 2006. Olmert negou qualquer ilegalidade e prometeu renunciar caso seja indiciado. Contudo, o político sofre pressão para renunciar desde que o empresário norte-americano Morris Talansky confessou ter enviado envelopes com mais de US$ 150 mil (R$ 247,5 mil) em dinheiro para Olmert. Segundo Talansky, parte do valor foi usado para bancar os gostos extravagantes do primeiro-ministro - o empresário dos EUA, porém, garantiu que nunca recebeu contrapartida pelas doações.   O Partido Trabalhista é o principal parceiro do Kadima na coalizão que governa o país. Sem o partido de Barak, o governo perderia a maioria parlamentar. As eleições inicialmente estão previstas para 2010. Barak já afirmou que permanecerá no governo se Olmert for substituído por outro nome do Kadima.   Pesquisas indicam que, no momento, o ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, membro do oposicionista Likud, venceria uma possível eleição nacional. O Likud é contrário a amplas concessões territoriais para se alcançar um acordo de paz com os palestinos. Outro nome forte no país é o da atual ministra de Relações Exteriores, Tzipi Livni, do Kadima.

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