Base síria tinha 'muito provavelmente' um reator nuclear--AIEA

Uma base na Síria bombardeada por Israel em 2007 escondia "muito provavelmente" um reator nuclear, disse a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em relatório. Por conta disso, Damasco pode ser questionada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

FREDRIK DAHL E SYLVIA WESTALL, REUTERS

24 de maio de 2011 | 19h06

O relatório confidencial da AIEA adicionou dados independentes às alegações dos Estados Unidos de que a Síria estava secretamente construindo um reator na base de Dair Alzour no deserto com fins possivelmente militares.

O relatório foi conseguido pela Reuters na terça-feira, um dia depois que a União Européia impôs sanções contra o presidente da Síria, Bashar al-Assad, e outras autoridades seniores, aumentando a pressão contra o seu governo para acabar com as semanas de violência contra manifestantes.

Ativistas sírios dizem que mais de 1.000 civis foram mortos na repressão policial contra as manifestações de oposição ao regime de Assad.

O Ocidente está ficando cada vez mais frustrado por conta do que é visto como obstrução da Síria à investigação da IAEA em Dair Alzour. De acordo com relatórios de inteligência dos EUA, o local tinha um reator criado na Coreia do Norte que seria usado para fazer bombas.

A Síria, um aliado do Irã, nega ter um projeto de desenvolvimento de bombas atômicas e disse que a AIEA deveria se focar em Israel por conta do seu arsenal nuclear não declarado.

"Com base em toda a informação disponível para esta agência e a avaliação técnica destes dados, a agência avalia que era muito provável que o prédio destruído na base em Dair Alzour tinha um reator nuclear que deveria ter sido declarado para a agência," diz o relatório da IAEA.

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