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AFP/SYRIAN PRESIDENCY FACEBOOK PAGE
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Bashar al-Assad toma posse de seu quarto mandato de sete anos na Síria

No poder desde 2000, presidente da Síria foi eleito com 95,1% dos votos. Eleições, no entanto, foram criticadas pela oposição e por grande parte da comunidade internacional

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2021 | 10h38

DAMASCO - O presidente da SíriaBashar al-Assad, tomou posse de seu quarto mandato de sete anos em uma cerimônia realizada neste sábado, 17, em Damasco, capital do país. Em eleições criticadas pela oposição síria e grande parte da comunidade internacional, Assad foi eleito com 95,1% dos votos no dia 26 de maio.

No poder desde 2000, o presidente jurou pela Constituição e pelo Alcorão durante a cerimônia de posse. Estavam presentes cerca de 600 convidados, entre ministros, empresários, acadêmicos e jornalistas, segundo os organizadores.

As eleições presidenciais "mostraram a força da legitimidade popular dada ao Estado pelo povo e tiraram a credibilidade das declarações de representantes ocidentais sobre a legitimidade do Estado, da Constituição e da pátria", declarou Assad em seu discurso de posse. “Reitero o meu apelo a todos os que se enganaram (...) que falaram do colapso do Estado”, disse, dirigindo-se aos opositores.

“Digo-lhes a todos: são usados ​​pelos inimigos do seu país (...) e a revolução com que foram enganados é uma ilusão”, insistiu. Sua vitória nas eleições presidenciais é a segunda desde o início da guerra, que estourou em 2011, após repressão às manifestações pró-democracia.

Até então, o conflito, no qual também estiveram envolvidos interesses estrangeiros, deixou mais de 500 mil mortos e provocou o exílio forçado de milhões de pessoas. Os Estados Unidos e outros países europeus condenaram em maio as eleições na Síria, que, a seus olhos, "não foram livres nem justas".

Neste momento, o presidente sírio quer se apresentar como o homem da reconstrução, tendo acumulado vitórias militares desde 2015 com o apoio de seus aliados Rússia e Irã, com os quais conseguiu retomar o controle de dois terços do território. Durante seu discurso, Assad foi interrompido várias vezes por aplausos e ovações dos presentes.

“Por mais de 10 anos de guerra, nossas preocupações foram muitas e a segurança e o medo dominaram tudo. Mas hoje é acima de tudo liberar o resto do território e enfrentar as repercussões econômicas da guerra”, disse Assad.

O país vive uma desvalorização histórica de sua moeda, inflação vertiginosa e 80% da população vive abaixo da linha da pobreza, segundo a ONU. Nas últimas semanas, o governo sírio aumentou o preço da gasolina, pão, açúcar e arroz e as falhas de energia pioraram.

A Síria, assim como Assad, está sujeita a sanções internacionais. E reconstruir o país e atender às necessidades de seus cidadãos exige um esforço financeiro monumental. Um relatório recente da ONG World Vision estimou que o custo econômico da guerra ultrapassou US $ 1,2 trilhão. /AFP

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