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Bento XVI pede a reconciliação de palestinos e israelenses

Pontífice visita locais sagrados de Jerusalém; ele visitou o Muro das Lamentações e a mesquita de Al-Aqsa

Agência Estado e Associated Press,

12 de maio de 2009 | 10h12

O papa Bento XVI levou nesta terça-feira, 12, sua mensagem de paz a Jerusalém, um dos locais mais disputados no conflito entre israelenses e palestinos. O pontífice pediu que ambas as partes mantenham "um diálogo sincero, com o objetivo de construir um mundo de justiça e de paz".

 

Em seu segundo dia de peregrinação pela Terra Santa, o papa visitou a mesquita de Al-Aqsa e a de Omar, onde os muçulmanos acreditam que o profeta Maomé subiu ao céu. Também visitou o adjacente Muro das Lamentações, último remanescente do antigo Templo Judeu de Jerusalém. Há uma disputa pela posse desse complexo na parte mais alta de uma colina, um local sagrado para os muçulmanos, que o chamam de Santuário Nobre, e para os judeus, que o nomeiam Monte do Templo. Já houve confrontos no passado pela área.

 

A disputa por Jerusalém é um dos temas mais espinhosos nos 15 anos de história das negociações entre israelenses e palestinos. Bento XVI pediu que os "homens e mulheres de boa vontade" trabalhem para "superar os mal-entendidos e os conflitos do passado". O papa fez as declarações em um encontro com o mais graduado clérigo de Jerusalém, Mohammed Hussein.

 

Antes, o papa visitou a Mesquita de Omar, local mais sagrado para os muçulmanos em Jerusalém, parte de um complexo considerado a terceira área mais sagrada para os muçulmanos, atrás de Meca e Medina. O pontífice tirou os sapatos antes de entrar, em sinal de respeito.

 

Também seguindo as tradições, o papa introduziu um bilhete entre os espaços do Muro das Lamentações. No texto, o papa pediu "ao Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó" que "escute o clamor dos aflitos, dos atemorizados, dos desconsolados; que envie sua paz sobre esta Terra Santa, sobre o Oriente Médio, sobre toda a família humana".

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