Debbie Hill/Efe
Debbie Hill/Efe

Biden condena plano de assentamentos de Israel em Jerusalém

Para vice-presidente dos EUA, projeto israelense 'mina a segurança' necessária para retomar negociações

Reuters e Efe

09 de março de 2010 | 17h48

O vice-presidente norte-americano, Joe Biden, condenou nesta terça-feira, 9, os planos de Israel para a construção de mais 1.600 residências em uma área da Cisjordânia ocupada que anexou a Jerusalém.

 

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"Eu condeno a decisão do governo de Israel para avançar com o plano de novas unidades residenciais em Jerusalém Oriental. A substância e o tempo do anúncio, especialmente com o lançamento de negociações de proximidade, é precisamente o tipo de passo que mina a confiança que precisamos agora", afirmou Biden em comunicado.

 

Em uma declaração emitida em Jerusalém, onde se encontra, e distribuída pela Casa Branca, o vice-presidente americano afirmou que a iniciativa anunciada nesta terça pelo governo de Israel "vai contra as conversações construtivas que se mantiveram aqui".

 

"Devemos criar uma atmosfera que apoie as negociações, não que as compliquem", disse Biden, que após sua visita a Israel pretende viajar aos territórios palestinos e à Jordânia.

 

A declaração de Biden foi feita pouco tempo depois que o porta-voz do presidente Barack Obama, Robert Gibbs, também criticou o anúncio israelense de novos assentamentos na região disputada por Israel e palestinos. Gibbs havia afirmado em sua coletiva de imprensa diária que "nem o conteúdo nem o momento" do anúncio ajudam os esforços de paz no Oriente Médio.

 

Desde a chegada de Obama ao poder, os governos dos Estados Unidos e de Israel têm mantido relações distantes devido, entre outros motivos, aos pedidos de Washington para que Tel Aviv congele a construção de assentamentos.

 

A Autoridade Nacional Palestina advertiu nesta terça que a aprovação de Israel para a construção de 1.600 novas residências em uma colônia judia em solo palestino condena o diálogo mútuo de paz "ao fracasso" antes mesmo de seu início.

 

"Trata-se de uma decisão perigosa que impedirá as negociações e condena os esforços dos Estados Unidos ao fracasso antes mesmo que eles tenham começado", argumentou o porta-voz da presidência da ANP, Nabil Abu Rudeina, em um comunicado.

 

As 1.600 casas ampliarão a colônia de Ramat Shlomo ao leste e ao sul. O bairro é habitado por judeus ultraortodoxos e fica próximo da Linha Verde, a fronteira virtual entre o território israelense e o palestino.

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