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Biden reafirma compromisso dos EUA com segurança de Israel

O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, reafirmou nesta terça-feira o compromisso do seu país com a segurança de Israel, e concordou que a retomada do diálogo entre palestinos e israelenses representa "um momento de real oportunidade" para a paz.

ADAM ENTOUS, REUTERS

09 de março de 2010 | 09h12

Biden, que chegou na segunda-feira ao Oriente Médio, é o mais graduado membro do governo de Barack Obama a visitar Israel até agora, em meio à forte preocupação que existe no Estado judeu com o programa nuclear iraniano.

"Não há absolutamente nenhum espaço entre os Estados Unidos e Israel em termos da segurança de Israel, nossa segurança mútua -- absolutamente nenhum", disse Biden.

Nesta semana, o enviado especial do governo Obama para o Oriente Médio, George Mitchell, manteve reuniões com autoridades israelenses e palestinas e conseguiu negociar a retomada de negociações indiretas, marcando o reinício de um processo de paz abandonado em dezembro de 2008.

"Acho que estamos em um momento de real oportunidade", disse Biden em reunião com o presidente israelense, Shimon Peres. Ele planeja visitar na quarta-feira os dirigentes palestinos em Ramallah, na Cisjordânia.

"Os interesses dos palestinos e do povo israelense, se todos derem um passo atrás e respirarem fundo, estão na verdade muito mais alinhados do que em oposição", afirmou.

Mas muitos israelenses pareciam preocupados não com a negociação com os palestinos, e sim com o recado que Biden teria a respeito do Irã.

Na segunda-feira, em pronunciamento a evangélicos dos EUA em Jerusalém, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que deseja negociações diretas com os palestinos, mas alertou: "Nenhum desafio de segurança é mais importante para o nosso futuro comum do que impedir o Irã de desenvolver armas nucleares."

Fontes políticas israelenses anteveem que Biden deixará claro, a exemplo do que já fizeram outras autoridades dos EUA, que Obama não deseja que Israel nem ninguém ataque o Irã enquanto Washington tenta pressionar a República Islâmica por meio de sanções. Netanyahu voltou a defender sanções que paralisem o comércio iraniano de gás e petróleo.

"Desde que o nosso governo chegou ao poder, eu apontaria que o Irã está mais isolado -- internamente, externamente --, tem menos amigos no mundo", disse Biden.

Peres declarou que os israelenses têm "confiança no presidente Obama", e pediu a Washington que "envelope o Irã" para proteger Israel contra "os mísseis e a ameaça nuclear" desse país.

"Ninguém sabe exatamente o que eles estão fazendo", disse Peres sobre o Irã, que nega a intenção de produzir armas nucleares.

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