Bin Laden 'celebra' Israel com promessa de mais guerra

Osama bin Laden declarou em uma gravaçãode audio divulgada na sexta-feira a propósito dos 60 anos deIsrael que sua luta contra o Estado judeu e os seus aliadosocidentais continua. O líder da Al Qaeda, que vem dando crescente ênfase àquestão palestina, disse que esse assunto está no centro doconflito entre o Islã e o Ocidente, e serviu de inspiração paraos 19 militantes suicidas que realizaram os atentados de 11 desetembro de 2001 nos Estados Unidos. "Vamos continuar, se Deus permitir, a lutar contra osisraelenses e seus aliados, e não vamos ceder uma só polegadada palestina enquanto houve um muçulmano verdadeiro sobre aTerra", disse ele na gravação, divulgada por um site islâmico. Bin Laden disse que as atuais festividades servem paralembrar ao mundo que Israel não existia há 60 anos, e que oEstado judeu foi fundado em 1948 sobre terras tiradas à forçados palestinos. "Isso é prova de que a Palestina é nossa terra, e que osisraelenses são os invasores e ocupantes que devem sercombatidos", afirmou. Ele disse ainda que iniciativas de paz realizadas ao longodas décadas não conseguiram levar à criação de um Estadopalestino, e que o Ocidente prova repetidamente sua inclinaçãopor Israel no conflito. "A participação dos líderes ocidentais com os judeus nestacelebração confirma que o Ocidente apóia a ocupação judaica danossa terra, e que estão no lado de Israel contra nós. Elesprovaram isso na prática, enviando suas forças ao sul doLíbano." Ele disse ainda que ao longo dos anos a imprensa ocidentalse habituou a tratar os israelenses como vítimas e ospalestinos como terroristas. A autenticidade da gravação ainda não foi verificada, mas avoz de fato se parece com a de Bin Laden. "Não prestamos atenção às ameaças de um terrorista louco.Chegou a hora de ele ser apanhado e punido por todos os seuscrimes," disse um porta-voz da chancelaria israelense. O site de Laura Mansfield, que monitora o Islã na Internet,disse que Bin Laden está mudando seu alvo. "Em suas mensagensiniciais, o foco de Bin Laden era na retirada das forças dosEUA [da Arábia Saudita], mas nos últimos anos ele vem seembrenhando mais na questão palestina", afirmou. Em uma mensagem de 20 de março, Bin Laden pedia aosmuçulmanos que mantivessem a luta contra os EUA no Iraque, poisisso seria um caminho para "libertar a Palestina". O militante disse que os palestinos da Faixa de Gaza estãosendo submetidos a uma "morte lenta", e acusou o Egito, aliadodos EUA, de estar ajudando Israel a sitiar o populosoterritório litorâneo governado pelo grupo islâmico Hamas.

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