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Bin Laden pede guerra santa contra Israel na Faixa de Gaza

Líder da Al-Qaeda questiona se o presidente eleito Barack Obama conseguirá manter a luta contra o terror

Agências internacionais,

14 de janeiro de 2009 | 08h57

O líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, pediu por uma jihad (guerra santa) contra a ofensiva israelense na Faixa de Gaza em nova fita de áudio publicada nesta quarta-feira, 14, nas páginas de internet islâmicas. A fita, intitulada "Pedido por Jihad para parar a agressão contra Gaza", tem data do mês islâmico corrente, mas sua autenticidade não foi verificada, porém a voz se parecia com a do extremista em declarações anteriores.   Veja também: Norte de Israel é atingido por foguetes do Líbano Secretário da ONU vai ao Egito negociar trégua   Correspondente do "Estado" fala da 3ª semana do conflito Aumenta suspeita do uso de armas ilegais no conflito em Gaza Conflito em Gaza vira guerrilha urbana  Secretário-geral da ONU apela por trégua Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos   Veja imagens de Gaza após os ataques      Os ataques israelenses na Faixa de Gaza, iniciados em 27 de dezembro, já deixaram mais de mil palestinos mortos. Israel argumenta que mantém a operação para interromper o lançamento de foguetes por militantes em seu território. O alvo israelense é o grupo militante islâmico Hamas, que controla Gaza. Na fita de 22 minutos, Bin Laden disse que os Estados Unidos estão perdendo sua posição hegemônica no mundo e que isso se deve à campanha da Al-Qaeda. "A jihad de seus filhos contra a coalizão cruzado-sionista é uma das razões principais desses efeitos destrutivos entre nossos inimigos". "O grande e rápido declino da influência da América é uma das mais importantes motivações para os israelenses terem travado um ataque bárbaro contra Gaza, em um desejo de aproveitar os últimos dias do mandato do presidente Bush e dos neoconservadores".   A Casa Branca disse que a fita de áudio demonstra o isolamento do líder da Al-Qaeda. Para ao governo americano, a gravação é provavelmente uma tentativa de arrecadar dinheiro. "Parece que essa gravação demonstra o seu isolamento e suas tentativas constantes de continuar relevante, numa época em que a ideologia, a missão e a agenda da Al-Qaeda estão sendo questionadas e desafiadas no mundo todo", disse o porta-voz da Casa Branca, Gordon Johndroe. "Isso também parece uma tentativa de levantar fundos, o que faz parte de sua campanha de propaganda", disse.   O líder da Al-Qaeda afirmou que Bush deixou o presidente eleito Barack Obama com "duas opções amargas", e questionou se o próximo líder americano seja capaz de manter a luta contra a Al-Qaeda e outros grupos terroristas. "Deus nos dotou da paciência para prosseguir no caminho da jihad por mais sete anos, e ainda sete e mais sete... A pergunta é: 'será que a América levará adiante sua guerra contra nós por várias décadas ainda?' Os relatos e as evidências sugerem o contrário."  "De fato, 75% dos americanos estão felizes com a saída do presidente que os colocou em uma guerra que eles possivelmente não ganharão".   Bin Laden afirma que o presidente Bush afundou o povo americano no desastre econômico e deixou "seu sucessor com um legado difícil, e o deixou com uma das duas opções mais amargas. A pior herança é quando um homem herda uma longa luta de guerrilha com um inimigo paciente e perseverante - uma guerra que foi financiada pela usura. Se ele (Obama) se retirar da guerra, seria uma derrota militar, mas se prosseguir, se afundará na crise financeira".   O militante de origem saudita disse que a crise financeira global expôs a diminuição da influência dos EUA sobre os assuntos mundiais, o que, por sua vez, vai enfraquecer Israel, seu aliado. "Nossos irmãos na Palestina, vocês já sofreram muito... os muçulmanos se solidarizam com vocês naquilo que veem e ouvem. Nós, os mujahideens, também nos solidarizamos com vocês...", disse Bin Laden na fita intitulada "Uma convocação à jihad para parar com a agressão contra Gaza". "Estamos com vocês e não os decepcionaremos. Nosso destino está vinculado ao seu no combate à coalizão cruzado-sionista, na luta até a vitória ou o martírio."   Osama bin Laden foi ouvido em fita de áudio pela última vez em maio, em mensagem que também focava a Faixa de Gaza e na qual convocava os muçulmanos para tentar pôr fim ao bloqueio da região. Nos últimos anos o líder da Al-Qaeda vem dando ênfase crescente ao conflito israelo-palestino, e a fita de áudio divulgada nesta quarta veio acompanhada de uma foto de Bin Laden e outra da mesquita Al Aqsa, em Jerusalém, o terceiro mais sagrado santuário do Islã. Depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 a cidades americanas, a Al-Qaeda tem lançado chamados regulares por ataques ao Estado judeu.   Matéria atualizada às 13h.

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