Bin Laden se diz contra ataque a civis muçulmanos

Número dois no comando da Al-Qaeda diz que líder terrorista 'não realizam essas operações'

Reuters

24 de fevereiro de 2011 | 21h10

DUBAI - O chefe da rede terrorista Al-Qaeda, Osama bin Laden, pediu a seu vice para lembrar os militantes islâmicos que devem evitar ataques contra alvos civis, afirmou o número dois do grupo em mensagem publicada na internet nesta quinta-feira, 24. "Há certas operações atribuídas, justa ou falsamente, aos militantes, em que muçulmanos são atacados em suas mesquitas, mercados ou reuniões ... eu e os meus irmãos na Al Qaeda nos distanciamos de tais operações e as condenamos", disse Ayman al-Zawahri em mensagem de áudio.

 

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O líder do Taleban, o mulá Omar, o próprio Bin Laden e outros militantes já assumiram posições semelhantes antes, disse Zawahri, mas acrescentou que Bin Laden quis destacar isso novamente. "O xeque Osama bin Laden ... me atribuiu novamente a tarefa de reiterar esse assunto. Portanto, exorto os militantes a considerar as regras da sharia (lei islâmica) e os interesses dos muçulmanos antes de efetuar qualquer operação", disse. Os militantes devem abster-se de ataques indiscriminados contra "muçulmanos ou não muçulmanos", disse Zawahri, sem referência a qualquer ataque específico.

A autenticidade da gravação não pôde ser confirmada de forma independente, mas a mensagem foi publicada em sites islâmicos normalmente usados pelos apoiadores da Al-Qaeda, e a voz parecia ser mesmo a de Zawahri. A mensagem elaborada em resposta à revolta popular no Egito, trazia a data de um mês islâmico encerrado cerca de uma semana antes de o presidente Hosni Mubarak ter renunciado, em 11 de fevereiro.

Assim, a mensagem não tem relação com as declarações do líder líbio Muamar Kadafi, que nesta quinta-feira acusou Bin Laden e a Al-Qaeda de estarem por trás das revoltas no país do norte da África. Segundo o coronel Kadafi, Bin Laden drogou a juventude líbia.

Os EUA acreditam que Zawahri, vice da Al-Qaeda, está escondido junto a outros líderes da rede na região montanhosa da fronteira entre Afeganistão e Paquistão.

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