Blackwater matou mais civis do que o divulgado, diz NYT

Jornal eleva de nove para 17 o número de mortos durante incidente com seguranças particulares em Bagdá

Efe,

03 de outubro de 2007 | 08h27

Dezessete pessoas morreram e 23 ficaram feridas por agentes da companhia privada de segurança americana Blackwater no polêmico incidente que levou o governo iraquiano a ordenar a suspensão das atividades da empresa. Segundo a edição desta quarta-feira, 3, do jornal The New York Times, os números são muito superiores aos divulgados anteriormente, que relatavam nove morto.   Em seu site, o jornal divulgou, no dia seguinte ao comparecimento do fundador da Blackwater perante o Congresso americano, um relato citando testemunhas, investigadores iraquianos e funcionários dos EUA, sobre o tiroteio ocorrido em uma praça em Bagdá que matou civis e que causou comoção entre a população e as autoridades iraquianas.   Segundo o The New York Times, o incidente começou quando um agente da companhia privada disparou contra o carro de um médico que viajava com sua mãe e que desconhecia que uma bomba tinha explodido perto de um comboio de quatro veículos da Blackwater.   O médico morreu no ato e seu veículo continuou circulando sem controle, desviando-se em direção ao comboio. Os agentes começaram a disparar indiscriminadamente, matando a mãe do médico e alguns civis que estavam no local. Após esse primeiro tiroteio, os agentes da empresa privada de segurança pararam a alguns metros e voltaram a disparar, diz o jornal.   A publicação assegura que esta versão dos fatos "não se ajusta à explicação inicial oferecida pela Blackwater que seus guardas tinham respondido proporcionalmente a um ataque nas ruas ao redor da praça".   O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, qualificou o fato como um "ato criminoso" e prometeu julgar os culpados, enquanto o governo ordenou a suspensão das atividades da Blackwater, embora por enquanto a companhia continue operando no Iraque.

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