Blair diz a Olmert que vai priorizar medidas práticas

O representante internacional para oOriente Médio, Tony Blair, disse na terça-feira aoprimeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, que vai priorizar"passos práticos" imediatos para criar confiança num futuroprocesso de paz. O chamado Quarteto de mediadores do Oriente Médio (EUA,Rússia, União Européia e ONU) deu neste ano a Blair um mandatolimitado, voltado especialmente para o desenvolvimentoeconômico e a construção de instituições públicas naCisjordânia ocupada. Mas membros do governo palestino esperam que o ex-premiêbritânico vá além e use sua influência para convencer Olmert aparticipar de negociações sérias que levem à criação de umEstado palestino, tema de uma conferência marcada pelos EUApara novembro. Olmert ainda não cumpriu as promessas que fez ao presidentepalestino, Mahmoud Abbas, de desativar alguns dos centenas debloqueios rodoviários que restringem os deslocamentos depalestinos dentro da Cisjordânia. "O primeiro-ministro está disposto a dar passos práticos,mas esses passos não podem ser unilaterais", disse Miri Eisin,porta-voz de Olmert, após o encontro, que durou mais de duashoras. Segundo Eisin, Olmert e Blair também discutiram medidas queAbbas poderia tomar, como reforçar as forças de segurança e asinstituições palestinas na Cisjordânia -- já que a Faixa deGaza, o outro território palestino, está desde junho sobcontrole do grupo islâmico Hamas. "[Blair] está muito focado em passos práticos -- passospráticos que são necessários para israelense e palestinos nofuturo próximo", disse Eisin, sem dar detalhes. Blair não disse a Olmert que medidas específicas ele esperaque Israel adote em curto prazo para fortalecer Abbas, segundoautoridades que acompanharam a visita do ex-premiê britânico, asegunda dele como representante do Quarteto. Um porta-voz de Blair descreveu o encontro como"construtivo", mas não deu detalhes. Na quarta-feira, o enviadose reúne com o primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad. Autoridades dizem que Olmert vem tentando minimizar asexpectativas de uma rápida negociação com os palestinos. Diplomatas dizem que Blair pretendia usar sua visita dequase dez dias para cobrar detalhes sobre eventuais concessõesque ambas as partes estejam dispostas a fazer. (Reportagem adicional de Wafa Amr e Mohammed Assadi emRamallah)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.